O barato que sai caro…

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Susana, casada, com 2 filhos, mudou-se para os EUA há 15 anos atrás, quando seus filhos ainda tinham 2 e 3 anos apenas, e utilizou de serviços de um centro (hoje já fechado) que prestava serviços imigratórios.  Foi feito um processo de certificação de trabalho debaixo da 245(i), porém com um empregador que não se qualificava, pois o mesmo não tinha renda para satisfazer os requisitos financeiros.  Por este motivo, após anos de espera e muitos gastos, o processo foi negado pelo departamento de imigração.

Posteriormente, a família iniciou novo processo com ainda outro centro, porém desta vez com empregador qualificado, para o qual foi possível a aprovação da petição I-140. Em agosto de 2007, durante curta abertura do boletim de vistos, petições para permissão de trabalho e para Green Card foram protocoladas para todos os 4 membros da família, lamentavelmente, incluindo petições para “autorização de viagem”!  Felizes, e convencidos que poderiam visitar o Brasil antes do recebimento do Green Card, foram a passeio, e retornaram aos EUA munidos da autorização de viagem.

Finalmente, em setembro do ano passado, foram chamados para a entrevista final no departamento de imigração, onde, se tudo estivesse em ordem, poderiam ter recebido seus GCs. Todos os quatro casos foram negados e todos foram colocados em processo de deportação. A proteção do parágrafo de lei 245(i) perdoa a ilegalidade do imigrante se este tem um processo devidamente em ordem seja através de patrocínio de emprego ou de família – mas o imigrante não pode sair do pais até receber seu GC.

Ao sair, ele se expõe justamente para o impedimento de 10 anos contra o ajustamento de status, e não tendo um parente imediato americano (neste caso, cônjuge ou pais americanos que viessem a ter sofrimento incomum e extremo, em consequência de sua deportação ), ele nem sequer se qualifica para um pedido de perdão do impedimento de 10 anos.  Justo quando os filhos de 17 e 18 anos estavam para embarcar numa universidade americana, agora eles se preparam para embarcar num voo de retorno ao Brasil. Conhecimento e preparação adequada é o segredo do sucesso!

Colaboração da advogada Iara Nogueira – Caso verdadeiro, publicado com a autorização do imigrante, cujo nome foi trocado.