O começo do fim

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Forças iraquianas assumem o comando de Bagdá, enquanto tropas americanas deixam a capital iraquiana

Seis anos depois da invasão do Iraque, as tropas dos Estados Unidos começaram dia 30 de junho sua paulatina retirada do país, como previa o plano do presidente Barack Obama.

Na verdade, cerca de 146 mil soldados de ambos sexos se encontram na terra conhecida como o berço da civilização, arrasada pelo conflito bélico que ainda nãofoi encerrado.

De acordo com o planejamento, todas as tropas americanas deixarão o Iraque até agosto do próximo ano, quando as autoridades locais assumirão definitivamente o controle do país, como ocorreu com as forças policiais e militares iraquianas tomando as rédeas da capital para júbilo dos iraquianos.

Além de Bagdá, as tropas de ocupação pretendem que o governo e as forças de segurança tomem o controle de Basra e outras cidades iraquianas até o momento de deixar o Iraque, com a certeza de que o Al Qaeda deixará de influenciar os corações e mentes dos habitantes do país.

A invasão começou quando o então presidente George W. Bush incluiu o Iraque no chamado ‘eixo do mal’, juntamente com Irã e Coréia do Norte, durante seu discurso perante o Congresso em 29 de março de 2003.

Após a invasão do Afeganistão, com o objetivo de prender Osama bin-Laden, o governo americano argumentou que o Iraque possuía armas de destruição de massa. A ocupação foi uma consequência, apesar dos protestos generalizados.

A idéia era derrubar o governo de Sadam Hussein, acusado também de apoiar a organização terrorista al-Qaeda. Da missão, participaram outros países, cujos exércitos se uniram às forças de coalizão. Hussein foi caçado, capturado, condenado e executado, pondo fim a seu império de terror que tanto mal causou aos iraquianos.

Com a saída do exército de ocupação do Iraque, Obama pretende concentrar os esforços militares dos Estados Unidos na fronteira entre Afeganistão e Paquistão, onde se concentra o comando do Taliban e da organização terrorista Al Qaeda e, se possível, capturar bin-Laden e sufocar os atentados terroristas na região.