O linha dura Romney

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Em editorial, The New York Times critica a incoerência do candidato Mitt Romney, que costumava ter posições moderadas sobre imigração, mas perdeu esta pretensão. Ele aceitou com orgulho a adesão do ativista anti-imigrante Kris Kobach, arquiteto das mais repressoras ações radicais da nação contra imigrantes, inclusive as leis inconstitucionais mostre seus papéis do Arizona e do Alabama.

Romney mudou bastante de posição sobre imigração, mas ao se aliar com Kobach ele inclinou-se em direção à extrema direita.
Kobach, secretário do estado de Kansas, propôs a lei estadual de identificação com foto, supostamente para impedir a votação fraudulenta, mas o real propósito é a supressão dos votos democratas. Ele é nacionalmente conhecido por elaborar estatutos, muitos aprovados por governos estaduais e locais que sobrepõem-se ao controle federal dos agentes de imigração e objetivam a tornar a vida dos imigrantes insuportável. Ele integra o braço legal da Federação Americana para Reforma de Imigração, um grupo que quer reduzir a imigração legal.

Seu novo aliado mudou da moderação (Romney já falou favoravelmente sobre o projeto de lei do senator Edward Kennedy para legalizar milhões de indocumentados) para dubiedade e evasão (apoiou uma cerca de 2,000 milhas ao longo da fronteira, mas também pareceu ser a favor de alguma via para a cidadania) e até a hipocrisia (imigrantes ilegais costumavam cuidar de seu jardim).

Nesta campanha, Romney perdeu todo seu bom senso. Recentemente, disse que vetaria o Dream Act, que poderia dar status legal a jovens imigrantes que forem para a universidade ou para as forças armadas.

O apoio de Kobach foi divulgado pela campanha de Romney através de um comercial de TV da Flórida. Romney, que se opõe à educação bilíngue em favor do inglês, a língua da América, mostra estar pronto, como sempre, a dizer o que for preciso para angariar votos. Muchas gracias, ele diz aos eleitores no final do comercial, veiculado em espanhol.