Obama desafiará as leis imigratórias, prevê analista

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Liz Peek, articulista do The Fiscal Times, faz projeções sobre o futuro da reforma


Barack Obama pode legislar por conta própria

Uma previsão: o presidente Obama deve mudar a lei unilateralmente…de novo. Como eu sei? As pesquisa me dizem. Igual à ordem dada por Obama ao Departamento de Justiça para parar de executar o Ato em Defesa do Casamento quando a opinião pública começou a ser a favor do casamento com pessoas do mesmo sexo, o presidente está imbuído a flexibilizar as leis de imigração.

A pressão sobre o presidente Obama é intensa – especialmente daqueles que ajudaram a reelegê-lo em 2012. Jovens imigrantes, membros do United We Dream (UWD), estão exigido que o presidente pare as deportações de ilegais. Eles acreditam que Obama usará sua caneta como uma poderosa Excalibur para avançar em sua agenda; acreditam nele quando diz que isto é prioridade em sua agenda. Enquanto isto, as deportações continuam.

Os dreamers podem estar com sorte. Uma recente pesquisa Gallup mostrou pela primeira vez que os americanos estão preocupados sobre o que fazer com as pessoas que já estão no país ilegalmente assim como com a segurança das fronteiras. Historicamente, pessoas só queriam o fechamento das fronteiras. E o fenômeno repetiu-se numa recente pesquisa feita pela CNN.

O presidente Obama abriu as portas aos dreamers em junho de 2012, com o programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA). Cerca de 520,000 jovens foram beneficiados com a possibilidade de empregar-se e tirar carteiras de motorista.

O programa revelou-se bastante efetivo. Em 2012, o presidente ganhou 72% dos votos latinos que foram decisivos em estados como Nevada, Colorado e Flórida, que tinha eleitorados divididos.

Deportações em massa

No ano passado, a maioria das pessoas deportadas foram detidas tentando atravessar a fronteira. Mas mais de 100,000 foram presos nos Estados Unidos. Muitos foram deportados por ofensas menores como dirigir sem habilitação ou por ser incapaz de tirar papéis; outros eram criminosos foram enviados para casa depois de cumprir penas nos presídios. A diretora da UWD, Cristina Jimenez, disse recentemente: “O governo do presidente Obama é responsável por quase 2 milhões de deportações e pela desumana separação de muitas famílias. Mais do que qualquer outro presidente antes dele, foram feitas detenções agressivas e deportados imigrantes trabalhadores e membros de nossas comunidades”.

Numa matéria recente, The Economist descreve os custos e as dificuldades nos níveis de deportações – cortes superlotadas, pessoas sendo enviadas para casa para países dos quais saíram quando crianças e locais de trabalho invadidos pelos agressivos agentes do ICE. Atualmente há 1.1 milhão de casos nas cortes de imigração. “Mais do que a metade de todos os processos federais são agora relativos a problemas de imigração”, informa o Centro de Política de Imigração.

Somente o custo justifica a reforma. Considere-se que foram gastos $17.9 bilhões com a polícia de imigração em comparação aos $14.4 bilhões destinados a “todos os outros crimes”.

Os dreamers querem que o presidente pare as deportações. O presidente Obama clama ser incapaz de fazer isto. Mas ele mudou unilateralmente diversas outras leis – além de não executar o DOMA (Defesa do Ato de Casamento), fazer 27 alterações no Obamacare sem autorização do Congresso, extinguir exigências de trabalhao para a saúde, e ir à guerra contra a Líbia, por exemplo. Atualmente a Suprema Corte está ouvindo evidências se a EPA (órgão de defesa do meio-ambiente) pode mudar outra lei – o Ato do Ar Limpo, sem a aprovação do Congresso.

Palpite de Liz Peek

Ele em breve passa por cima da lei, e encontra um atalho contra as deportações antes que a comunidade latina comece a dispersar. Alguns republicanos estão querendo levar vantagem com o falatório de Obama. O deputado Joe Heck (R-NV) apresentou um projeto de lei que amplia as exclusões disponíveis para deportações. Ele representa o terceiro distrito de Nevada, onde cerca de um quarto dos eleitores são imigrantes. Eleito em 2010, agora ele está em posição vulnerável, por causa da postura do GOP sobre imigração. Ele está tentando caminhar na corda bamba, forçando a reforma.

O Partido Republicano tem de resolver o quebra-cabeças da imigração, ou corre o risco de morrer por inanição demográfica. E o presidente Obama também; ele precisará de todos os remos na água para vencer as provas em novembro.