Obama enfrenta desafios

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A uma semana da posse, futuro presidente dos EUA tenta garantir apoio para plano econômico

A menos de duas semanas de sua posse na Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama enfrenta transtornos com a escolha de seus auxiliares de inteligência, a reposição de sua vaga no Senado e evidências de que o Congresso não pode agir tão rapidamente quanto esperado para aprovar um grande pacote de estímulo econômico. Em sua primeira semana em Washington, Obama tem se concentrado em assegurar o apoio dos partidos democrata e republicano para um pacote econômico abrangente e caro que tem como objetivo retirar o país da recessão.

Em resposta às suspeitas públicas sobre os gastos do governo, Obama oferece como remédio, junto com seu pacote de estímulo econômico, a promessa de disciplina fiscal a longo prazo. Alguns integrantes do Congresso pressionam o presidente eleito para adotar objetivos de redução de déficit, à medida que ele promove o plano de gastos e corte de impostos, que deve custar cerca de 775 bilhões de dólares, e tem como objetivo retirar a economia da espiral de queda.

Obama prometeu “trazer para Washington o senso de responsabilidade e de responsabilidade fiscal” e disse que a necessidade de uma reforma orçamentária “é uma exigência absoluta”. O futuro presidente deve anunciar o nome do seu “chief performance officer”, um novo cargo para o funcionário da Casa Branca que trabalhará com as agências federais a fim de estabelecer padrões de atuação e manter a responsabilidade fiscal. Além disso, entre as atribuições está acalmar republicanos e democratas, conservadores em termos fiscais, preocupados com as características do pacote de estímulo.

Com a abertura do Congresso, na terça-feira, Obama prometeu que iria impedir os legisladores de inserirem emendas no pacote de estímulo econômico. Ao mesmo tempo, Obama advertiu que os Estados Unidos podem enfrentar déficits na casa dos trilhões de dólares nos próximos anos. Oito anos atrás o orçamento federal registrava superávit. O déficit em 30 de setembro era de cerca de 455 milhões de dólares.

Num comportamento raro antes de assumir o cargo, Obama tem se reunido nesta semana com líderes do Congresso para tentar fazer com que o projeto sobre o pacote esteja pronto para a assinatura pouco depois da posse. Ele havia previsto que os congressistas poderiam aprová-lo no prazo de duas semanas após ser oficializado presidente dos EUA, embora antes tenha esperado que a lei estivesse aprovada para assinatura assim que assumisse.

Somando-se a isso, houve o fato de o Senado ter impedido ontem a posse de Roland Burris para a vaga de Obama, indicado pelo governador de Illinois, o democrata Rod Blagojevich, acusado de tentar leiloar a vaga do presidente eleito no Senado.