Obama está otimista com a reforma imigratória

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Presidente dos EUA deu entrevista para duas redes de TV hispânicas

DA REDAÇÃO COM AP — O presidente Barack Obama se mostrou “bastante confiante” nesta quarta-feira (27) de que um grupo bipartidário de oito senadores apresentará um projeto de lei de reforma imigratória quando o Congresso termine seu recesso de primavera de duas semanas, apesar de ainda haver discrepâncias entre o patronato e os sindicatos sobre os salários de trabalhadores pouco capacitados.

“Estou otimista de que, quando eles regressarem do recesso no começo de abril, veremos um projeto de lei pronto para o processo legislativo”, disse durante uma entrevista concedida à Telemundo. “Ainda há algumas áreas de atrito como o fluxo futuro de trabalhadores estrangeiros, e os sindicatos e o patronato que nem sempre coincidem exatamente sobre como fazer isto. Mas é um tema que pode ser resolvido”, indicou o mandatário referindo-se às discrepâncias de última hora que surgiram na sexta-feira (21) passada quando os oito senadores estavam perto de conseguir um acordo para se dedicar a redigir o projeto de lei durante o recesso de primavera de duas semanas.

A Câmara de Comércio e a central sindical AFL-CIO chegaram a acordos importantes em um novo programa de vistos que traria para os Estados Unidos 200,000 trabalhadores estrangeiros a cada ano. Mas o avanço foi interrompido por causa de diferenças sobre os salários dos trabalhadores. O sindicato pretende salários maiores àqueles aceitos pela Câmara até o momento.

“Sempre disse que se vejo um atraso no processo, tenho meu próprio projeto de lei. Estou pronto para intervir. Mas não creio que será preciso. Acredito que há compromisso deste grupo de senadores democratas e republicanos para conseguir isto”, afirmou Obama.

O mandatário reiterou sua expectativa de que o processo termine durante o primeiro semestre de 2013 durante outra entrevista concedida nesta quarta-feira (27) à Univision e que será transmitida domingo pela rede, dois dias depois de exortar o Congresso a “terminar o trabalho” durante uma cerimônia de naturalização presidida por ele na segunda-feira (25) na Casa Branca.

A medida dos oito senadores incluiria novos critérios de medição para a segurança da fronteira, permitiria a entrada de mais trabalhadores nos Estados Unidos e exigiria das empresas verificações mais efetivas de que seus funcionários podem trabalhar legalmente, nesta que seria a maior reforma imigratória desde 1986.

A proposta do Senado contemplaria uma espera de 13 anos para os imigrantes sem papéis, que lhes daria um status provisório durante 10 anos até obter a residência permanente e três anos mais tarde poderiam optar pela naturalização.

Obama formulou seus comentários no mesmo dia em que uma coalizão de 34 organizações hispânicas anunciaram ter realizado 60 assembleias em diferentes cidades como forma de pressão para que o Congresso aprove antes do recesso de verão uma reforma imigratória integral que defina a situação de 11 milhões de imigrantes sem papéis.

Héctor Sánchez, presidente da coalizão National Hispanic Leadership Agenda (NHLA), disse que a campanha incluirá ainda ações on line, ligações telefônicas e reuniões com parlamentares com o objetivo de alcançar um total combinado de 100,000 reuniões, cartas, e-mails, ligações, faxes e tweets dirigidos ao Congresso.

A campanha chamada “Latinos Unidos por uma Reforma Imigratória” contará também com o Website http://latinosunited.org/.