Obama indica latina para Suprema Corte

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Sonia Sotomayor pode ser a primeira magistrada de origem hispânica no tribunal mais importante do paí

O presidente Barack Obama deu mais uma prova de que seu governo quer quebrar paradigmas. Ele indicou, pela primeira vez na história, uma magistrada latina para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Trata-se da juíza Sonia Sotomayor, filha de porto-riquenhos, que se for aprovada pelo Congresso vai ocupar a vaga do juiz David Souter, que tem planos imediatos de aposentadoria. Além de ser a primeira hispânica a ocupar uma cadeira no tribunal de mais alta instância do país, ela poderá se tornar apenas a terceira mulher a ter ingressado naquela corte.

A juíza tem 54 anos e é considerada uma magistrada de tendências mais liberais. Formou-se com distinção na Universidade Princeton, em 1976, e também estudou em Yale, duas das principais instituições do país. Segundo Obama, a magistrada concilia “rigor intelectual e uma maestria da lei” e tem o apoio de representantes democratas e republicanos. A possível nomeação não mudará o equilíbrio da Suprema Corte, que continuaria com quatro juízes conservadores, quatro liberais e um moderado, Anthony Kennedy, o voto de Minerva. No entanto, os republicanos ameaçam atrasar a nomeação dela.

No passado, Sotomayor manteve decisão de anular um concurso para o corpo de bombeiros porque a organização não ofereceu cargos a profissionais negros, numa prova de que está atenta aos atos de discriminação racial. Mas ela ficou famosa ao obrigar a retomada das atividades da Liga de Beisebol americana após uma greve que interrompeu os jogos, em 1995. “Me esforcei sempre em não me esquecer das consequências reais das minhas decisões sobre os indivíduos, empresas e o governo”, disse a juíza, na entrevista coletiva ao lado de Obama.