Obama lidera corrida para o colégio eleitoral, mas disputa pelo voto popular permanece apertada

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Eleições americanas acontecem na terça, e Flórida é um dos estados que podem decidir a eleição

Joselina Reis

Obama e Chris Christie
OBAMA CONFORTA O GOVERNADOR DO ESTADO DE NEW JERSEY, o republicano Chris Christie,
depois da passagem catastrófica da tempestade Sandy por aquele estado. Christie, antes um dos maiores críticos de Obama, elogiou a atuação do presidente durante a situação de emergência por que passou o nordeste americano na semana passada. Outro que elogiou a ação do presidente e ainda declarou apoio à sua candidatura foi o prefeito de New York, o independente Michael Bloomberg. Ambos os elogios podem ter contribuído para o crescimento do democrata nas pesquisas.

A um dia das eleições presidenciais nos Estados Unidos, uma pesquisa do Poll Tracker de hoje (http://core.talkingpointsmemo.com/election/scoreboard) mostra que o presidente Barack Obama está à frente do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, no colégio eleitoral, com 303 votos contra 202. Para se eleger ou reeleger presidente o candidato precisa de no mínimo 270 votos. No entanto, os democratas ainda não estão aliviados e prometem manter o ritmo acelerado de campanha até o último minuto.

Recentemente, um website especializado em política ressaltou a importância e o perigo que a Flórida representa nas eleições. Alguns condados, segundo material publicado pelo www.watchdog.org, apresentam mais eleitores cadastrados do que o número de pessoas em idade para votar. A razão, especulam os organizadores da investigação, seria a demora em comunicar óbitos ao sistema de eleitoral e a duplicidade de alguns eleitores que estariam cadastrados em mais de um estado. A pesquisa do website levanta a hipótese de que o problema pode ser uma porta aberta para fraude.

Mas a Flórida não é o único e último campo de batalha para os dois candidatos. Estados como Colorado, Ohio, Iowa, New Hamsphire, Nevada, Virginia e Wisconsin também estão na lista da campanha bilionária. Estima-se que até agora foram gastos cerca de $6 bilhões, sendo que nessa reta final haverá um aumento do uso de publicidade.

Como os números apontam uma pequena vantagem para Obama, o seu adversário não está medindo esforços no ataque. Os democratas esperam uma enxurrada de críticas ao governo atual na reta final, tentando fazer os indecisos a tomarem partido no combate.

A trégua passageira nos ataques entre os dois candidatos aconteceu na semana passada com a chegada da supertempestade Sandy, que arrasou estados da costa leste, em especial Nova York. Como depois de toda tempestade vem a bonança, Obama tem estado em evidência enquanto Romney foi obrigado a ficar de lado na mídia. Alguns especialistas acreditam que essa pode ter sido a chance de Obama mostrar trabalho e ganhar os indecisos, e ele não tem medido esforços para provar essa tese. O presidente mostrou rapidez nos preparativos pré-tempestade e planeja seguir de perto a reconstrução, visitando locais e liberando recursos.

Obama x Romney

Para quem acompanhou a campanha dos dois candidatos, os debates, e conhece um pouco da plataforma política dos dois, sabe a diferença que os separa. Enquanto Barack Obama acena com a possibilidade de reforma migratória, o partido de Mitt Romney não é tão favorável e essa idéia. No quesito saúde pública e geração de emprego as diferenças continuam e, mesmo se Obama vencer a eleição, o jeito republicano pode respingar por aqui. O governador da Flórida, o republicano Rick Scott, colocou uma emenda na cédula eleitoral tentando barrar a implantação do projeto “Obamacare”.

A Flórida tem ainda mais pontos importantes nessa guerra. Enquanto Mitt Romney tem o apoio da comunidade cubana, por ser favorável a medidas mais austeras contra a Cuba de Fidel Castro, Barack Obama tem a simpatia dos afro-americanos, dos outros imigrantes e dos mais jovens. Estima-se que pelos menos 1,5 milhão de imigrantes estejam aptos a votar no estado nesta eleição, representando 13.5% dos 11.4 milhões de eleitores. E para desespero dos cabos eleitorais de Obama, a diferença entre republicanos e democratas nesse grupo não é tão grande, 11.2% contra 12.9%.

Mesmo que o presidente seja eleito pelo colégio eleitoral e não por voto popular, vale lembrar que na maioria das vezes, os membros respeitam a escolha das urnas, por isso a necessidade de manter o espírito participativo nos eleitores ou colaborar com aqueles que ainda não entenderam a importância do seu próprio voto.

Para ajudar os brasileiros acostumados com as simples e rápidas eleições no Brasil, onde tudo é computadorizado e poucos precisam usam cédula eleitoral de papel, o jornal AcheiUSA preparou um guia da cédula eleitoral em Broward:

http://www2.acheiusa.com/acheiusa2011/asp/noticias/mais_noticias.asp?cd_n=8916)

Cada condado terá mudanças nessa cédula por isso fique atento. O seu voto vale muito e é um dos instrumentos masi importantes de uma democracia.