Obama volta a defender o Dream Act

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Presidente dos EUA disse que aprovação pode acontecer ainda em 2010 e este seria um primeiro passo para a reforma imigratória

A pressão pela aprovação de uma lei que beneficie os milhões de estudantes indocumentados na América é grande. Depois de ativistas e do senador Harry Reid ressaltarem a necessidade do debate sobre o projeto de lei conhecido por Dream Act, agora foi a vez do próprio presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defender a medida. “Vou entrar em contato pessoalmente com os parlamentares para pedir apoio à proposta”, garantiu o líder da Nação.

Obama foi ainda mais longe: Ele acredita que o projeto ainda pode ser debatido e aprovado em 2010. “Seria um primeiro passo para uma grande reforma imigratória”, resumiu. A opinião do presidente foram externadas durante um encontro com o Hispanic Caucus, que representa vários setores latinos da sociedade e tem forte influência no Congresso Nacional.

O momento, apesar da derrota democrata nas urnas nas eleições legislativas, é favorável. A Suprema Corte da Califórnia decidiu que as mensalidades pagas por alunos estrangeiros não precisa ser maior do que as dos estudantes que nasceram no Estado, desde que provem que cursaram toda a High School em escolas da região. Movimentos no mesmo sentido estão sendo adotados em Utah, Illinois, Novo México, New York, Texas, Washington e Wisconsin.

O Dream Act regularizaria a situação imigratória dos estudantes prestes a ingressar nas universidades – através da residência temporária. Segundo estatísticas, cerca de 65 mil jovens indocumentados se formam na high school todos os anos nos EUA, mas não podem ingressar em cursos superiores porque não têm documentos e nem recursos para pagar as anuidades exorbitantes das universidades.