ONGs lutam para renovar Congresso

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Objetivo é tirar 60% dos atuais parlamentares nas eleições, especialmente os envolvidos em escândalos

Os candidatos com ficha suja estão com os dias contados. Pelo menos é isso que querem as principais entidades civis de combate à corrupção do País, que com o objetivo de elevar qualidade de parlamentares estipularam a ambiciosa meta de renovar 60% dos deputados e senadores do Congresso Nacional nas eleições de 2010. A um ano do pleito, começaram a trabalhar para barrar o maior número de candidatos com problemas na vida pregressa e tentar coibir fraudes e desvios na campanha. 

Entidades como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Transparência Brasil, Contas Abertas, Voto Consciente, Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), entre outras, se organizam para entrar nas eleições de 2010 com uma campanha massiva na internet. Os alvos são os candidatos com ficha suja, bem como aqueles que se envolveram nos recentes escândalos do Congresso – gastos injustificados da verba indenizatória e farra das passagens aéreas, por exemplo.

Considerada pelas organizações não-governamentais (ONGs) a principal ferramenta para a conquista de uma renovação recorde no Congresso, a campanha da ficha limpa – que prega a rejeição de voto para os políticos com processos na Justiça – será usada pela primeira vez para a escolha dos 513 deputados e 54 dos 81 senadores no próximo ano. Nas últimas eleições, o índice de novos parlamentares eleitos do Congresso foi de 45% (em 2006) e de 41% (em 2002). Só em 1990 foi registrada renovação de 62%, mas apenas na Câmara.