ONU investiga agressão a brasileiro no Timor-Leste

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Professor afirma que apanhou de militares do país

O brasileiro Márcio Gutemberg afirma que foi agredido, sem motivo, por militares da Guarda Nacional Republicana portuguesa (GNR) no final das comemorações do Carnaval do Tomor-Leste. O caso está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas para apurar as responsabilidades, mas a vítima já garantiu que vai até as últimas consequências para denunciar a violação de seus direitos.
Amigos de Márcio, que é paraibano e trabalha na capital do país, Dili, em uma missão especial de educação, contaram que um grupo de brasileiros estava assistindo ao carnaval de rua e, de repente, começou o empurra-empurra. Na confusão, Márcio tentou proteger a sua mulher, Ivana, mas foi detido pelos militares, que – segundo testemunhas – ataram suas mãos e o agrediram. Ele foi encaminhado para a prisão, onde ficou cerca de quatro horas, depois de receber atendimento médico.
“Fui agredido covardemente e vou lutar até as últimas consequências. Vou atrás dos meus direitos, que foram todos violados”, disse o paraibano. A comunidade brasileira em Dili está indignada e exige que os militares apresentem um pedido formal de desculpas ao professor e sua esposa.

A versão da GNR é que pessoas tentaram entrar numa área reservada e houve um confronto entre militares e civis.