Organizadas prometem “quebrar tudo” se presos não saírem até dia 17

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Em manifestação antes da partida entre Corinthians e San José, membros de organizadas ameaçaram “fechar a Paulista” e ir para o confronto com a polícia se preciso

A ameaça feita na Praça Charles Miller por um membro da Gaviões da Fiel é que caso os torcedores presos não sejam soltos até o dia 17 de abril haverá uma manifestação na Avenida Paulista, em frente ao Consulado da Bolívia. “A gente já é tachado de maloqueiro, então vamos quebrar tudo. Vamos para a Paulista de novo se até o dia 17 nossos irmãos não forem libertados. Se for preciso entrar em confronto com a polícia, vamos entrar. Mas ninguém entra e ninguém sai do consulado”.

Antes da ameaça feita em microfone de um carro de som cedido pela Força Sindical, membros da Gaviões da Fiel e da Pavilhão 9 e da comunidade boliviana em São Paulo fizeram um apelo aos governos de Bolívia e Brasil pela liberdade dos presos, suspeitos da justiça boliviana pela morte de Kevin Beltrán, torcedor do San José morto depois de ser atingido por um sinalizador disparado por um corintiano.

“ão podemos aceitar a injustiça que estão passando. Eles não têm culpa. A justiça boliviana é muito lenta e não dá direito de defesa aos corintianos. É preciso fazer algo. Já são 50 dias e nada mudou”, disse Juan Ventura, que se apresentou como representante no Brasil da Associação dos Bolivianos no Exterior.

Durante o manifesto, Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel e do menor H.A.M. que assumiu ter sido o autor do disparo que matou Kevin, entrou em contato via celular com um orelhão instalado dentro do presídio de Oruro.

“Aê, irmãos. Vamos gritar os 90 minutos pelo Corinthians e pedir nossa liberdade. É difícil demais ficar longe do Pacaembu e do Corinthians”, disse Tadeu Macedo de Andrade, tesoureiro da Gaviões, um dos 12 presos em Oruro. “Ô lê lê, o lá lá, Liberdade já. Liberdade já”, cantou Tadeu, pedindo que os torcedores repetissem o canto dentro do estádio. “Quero vocês gritando os 90 minutos pelo Corinthians e por nós”.

A esposa de Tadeu, Paola Andrade, estava na manifestação. Segundo ela, a Gaviões da Fiel contratou um escritório de advocacia para defender os presos em Oruro. Sergio Marques, da Maristela Basso Advogados, foi a Oruro para acompanhar o caso. A reconstituição do crime, que havia sido marcada para a última segunda-feira, dia 8, foi adiada para o dia 15 de abril.