Países da América Latina criticam desrespeito a imigrantes

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Para Cristina Kirchner, presidente da argentina, estrangeiros são “adversários”

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, deu o tom da sexta edição da Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, realizada em Madri (Espanha), esta semana. Para ela, os países europeus mais desenvolvidos costumam tratar os imigrante como inimigos, que devem ser colocados à margem da sociedade. Mas todos sabemos que os estrangeiros nestes países realizam um trabalho que os cidadãos não estão dispostos a desempenhar, disse a líder argentina, em nome do bloco latino-americano.

As palavras de Kirchner sobre a preocupação com o tratamento discriminatório dispensado aos imigrantes foram ditas justamente num país que nos últimos dois anos tem exacerbado no controle de suas fronteiras para impedir a entrada de estrangeiros. O bloco europeu, aliás, tem sido até mais intransigente com os indocumentados do que os Estados Unidos.

Uma das principais críticas foi quanto às novas diretivas aprovadas pelos 27 países da UE, que permite a retenção de imigrantes sem documentos durante 18 meses. Peço com humildade que se evitem sanções e leis discriminatórias contra a imigração porque, nos momentos de crise econômica, as sociedades tendem a encontrar responsáveis pela crise em diversas comunidades, como se fossem os causadores de seus problemas, acrescentou Cristina.