Papa diz que a paz depende do respeito a direitos humanos

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A paz mundial só poderá ser atingida se os direitos humanos individuais forem respeitados, disse o papa Bento 16 em seu primeiro pronunciamento público do ano, destacando que não pode haver desculpas para tratar pessoas como “objetos”.

Dois dias depois do enforcamento do ex-ditador Saddam Hussein, o que o Vaticano condenou como “trágico”, o papa disse que os direitos humanos devem ser colocados no centro da luta mundial para colocar fim às guerras.

“Uma vez que cada indivíduo humano, sem distinção de raça, cultura ou religião, foi criado à imagem e semelhança de Deus, ele possui a mesma dignidade pessoal”, afirmou Bento 16, em um sermão na basílica de São Pedro.

“Por isso deve ser respeitado. Por nenhuma razão se justifica fazer com ele o que se quer, como se se tratasse de um objeto”, disse.

Citando uma mensagem que divulgou em dezembro para marcar o Dia Mundial da Paz do Catolicismo, celebrado no dia 1o de janeiro, o papa disse: “Respeitando as pessoas, a paz é promovida” e pediu que os países trabalhem por um mundo em que “os direitos humanos sejam respeitados por todos”.

Marcando seu segundo ano-novo desde a sucessão de João Paulo 2o, o pontífice de 79 anos utilizou seu sermão sobre a paz mundial para se referir ao Oriente Médio.

“Como podemos deixar de dirigir nossas atenções, uma vez mais, para a situação terrível justamente na terra em que Jesus nasceu? Como podemos deixar de implorar, por meio de oração persistente, que o dia da paz também chegue àquela região o mais breve possível?”