Passaporte brasileiro é o segundo mais valorizado da América Latina

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Brasileiros não precisam de visto para viajar para 122 países

Passaporte BrasileiroDA REDAÇÃO COM BBC – Viajar para outros países está cada vez mais fácil para os brasileiros. De acordo com pesquisa organizada pela consultoria Henley & Partners e pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), o passaporte brasileiro é o segundo mais valorizado da América Latina, perdendo apenas para o argentino. O Chile fica em terceiro lugar, seguido México e Uruguai, empatados.
A pesquisa levou em conta o número de países para os quais a população daquela nação pode viajar sem visto. No caso dos brasileiros, por exemplo, em 2008 eles podiam viajar para 122 países sem visto; número que subiu para 146 em 2013. Já na Argentina, os números são 127 e 147, respectivamente. A lista inclui 219 destinos no mundo, incluindo países e territórios, e a pontuação máxima é de 218.

No ranking geral, entretanto, o Brasil ocupa o 19º lugar, enquanto a Argentina está em 18º e o Chile em 21º. Mas quem leva a melhor mesmo são os que possuem passaporte de Finlândia, Suécia e Reino Unidos, cujos cidadãos podem viajar sem visto para 173 destinos.
No outro extremo da lista, aqueles passaportes que não são bem vindos em muitos lugares, estão os haitianos, dominicanos e cubanos. Esses precisam passar por uma via sacra na hora de conseguir o visto.

Mas por que isso ocorre? De acordo com a pesquisa, tudo depende da situação ecônomica do país de origem do passaporte e sua relação diplomática com outros países. Outros fatores seriam o vínculo histórico entre algumas nações e o comércio bilateral entre os mesmos países.

Segundo o Informe de Abertura de Vistos Turísticos da Organização Mundial de Turismo (OMT), a porcentagem da população que precisa de visto para viajar caiu de 77% em 2008 para 64% em 2013.

A OMT, que vê na facilitação da expedição de vistos uma forma de estimular o crescimento do turismo, afirma que em 2013 18% da população mundial viajou sem precisar de visto, enquanto 15% puderam obtê-lo ao chegar no país de destino.

Em geral, segundo a organização, as economias emergentes tendem a ser mais abertas que as mais avançadas, sendo que os países do sudeste asiático, do leste da África, do Caribe e da Oceania são os com maior abertura, enquanto os da África central e do norte e da América do Norte são os que possuem as políticas mais restritivas.