Passeatas pró-imigrantes devem reunir um milhão de pessoas no dia 1º de maio

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Manifestações principais acontecerão em Los Angeles e Miami

Os ativistas já estão se mobilizando para reunir mais de um milhão de pessoas nos diversos atos pró-imigrantes marcados para o Dia do Trabalho (Labor Day) em várias partes dos Estados Unidos. A principal concentração, como sempre acontece, será em Los Angeles (Califórnia), na Marcha de 1º de Maio, onde espera-se a participação de até 200 mil manifestantes. No entanto, o objetivo dos organizadores é fazer com que pelo menos outras 100 cidades realizem passeatas em favor da reforma imigratória, inclusive Miami.
Mais de 30 líderes comunitários e representantes de diferentes organizações defensoras dos direitos humanos anunciaram que os preparativos para as manifestações já estão adiantadas. “Os imigrantes precisam sair às ruas para lembrar ao presidente Barack Obama que basta uma ordem executiva da Casa Branca para que as operações do ICE sejam interrompidas e para que pais não sejam separados de seus filhos por força de uma lei ineficaz”, destacou Javier Rodríguez, diretor da Coalizão 25 de Março, da Califórnia.
O ponto de encontro dos manifestantes em Los Angeles será na esquina das avenidas Olympic e Broadway, como aconteceu nos últimos três anos. Os ativistas acreditam numa participação maciça dos imigrantes desta vez, até porque – diferentemente do ano passado – há a esperança de que algo pode ser feito de imediato. “O presidente prometeu que vai reapresentar um projeto de reforma no Congresso este ano e, por isso, temos esperança e confiança na palavra dele”, acrescentou Javier Sosa, também da Coalizão.
Miami, acreditam os ativistas, sediará uma das mais significativas passeatas no dia 1º de maio. Segundo Maria Reyes, da Coalizão Pan-Americana, a expectativa é que cerca de 100 mil pessoas compareçam ao centro de Miami (Downtown) naquela data para lutar pelos direitos dos imigrantes. “Nós, latino-americanos, somos a maioria da população aqui no sul da Flórida. Temos que fazer valer a nossa força e mostrar às autoridades que algo tem que ser feito em prol dos indocumentados neste país”, afirmou.