Paulista pede ajuda para realizar transplante de medula

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Viviane Andrade, de 40 anos, conseguiu o que milhares não conseguiram, um doador. Agora só precisa de dinheiro para a cirurgia

Joselina Reis


Viviane Andrade anima os pacientes como palhaça

Todos os dias pessoas no mundo inteiro que sofrem com leucemia vêm a vida passar pela janela de um hospital sem saber de terão a chance de recuperação. O que eles precisam é de um doador de medula óssea, mas para a brasileira Viviane Andrade, de 40 anos, a angústia da espera está quase no fim. Diagnósticada com leucemia em 2008, logo após dar a luz a seu único filho, ela recebeu o maior prêmio da sua vida – o resultado de que um dos seus irmãos é 100% compatível.

A corrida contra o tempo agora é para encontrar um hospital que aceite fazer a cirurgia e conseguir recursos para sobrevivência. Mãe solteira, ela tem vivido desde 2008 com ajuda de amigos e parentes. “Agora falta tão pouco que resolvi botar a boca no mundo e pedir socorro para os desconhecidos. Eu preciso de ajuda, quero viver para cuidar do meu filho”, disse confiante de que tudo vai dar certo.

Um hospital americano entrou em contato, comovido com a história da brasileira, mas a direção ainda não confirmou a possibilidade de realizar o transplante nos próximos dias. Mesmo sem ter certeza de nada, Viviane faz planos e já começou a reorganizar a vida. “Estou deixando meu apartamento e vou ter que deixar meu filho por pelo menos sete meses, mas eu vou voltar!”, disse ela que espera uma chamada telefônica a qualquer momento.

Para ajudar nas despesas de Viviane, um grupo de amigos está realizando uma campanha online para arrecadar dinheiro. Assim que o hospital ligar dando o sinal verde para o transplante, a brasileira e o irmão precisam viajar para o estado americano onde a cirurgia será realizada. Pelo que tudo indica ela deve ficar de seis a sete meses longe da família.

O endereço eletrônico para doações é www.gofundme.com/6ljsu0, quem preferir depósito bancário pode fazê-lo na conta bancária Chase Bank – 91.11.67.153.

Trabalho

Depois da primeira internação, uma experiência que ela garante foi traumática, Viviane decidiu devolver o carinho que recebeu dos funcionários do hospital – North Broward. Toda vez que seu estado de saúde permite, ela se veste de palhaço, põe um sorriso gigantesco no rosto e volta para o hospital, desta vez levando momentos de alegria para os que continuam internados. “Alguns estão tão depressivos que só deixam que eu me aproxime depois que eu conto que sou igual a eles”, lembra Viviane que foi internada pela primeira vez quando o filho tinha apenas quatro meses e quando saiu não foi reconhecida pelo garoto.

Desde então, ela já passou por vários momentos de internação que chegam a durar três meses. As lembranças dessa época ela tenta transformar em mensagens de ânimo para quem ainda está no hospital. “Eu levo mini brinquedos, uma palavra amiga e principalmente tento incentivá-los a combater a doença com muita força de vontade de viver”, ensina.

Em setembro de 2013, a equipe médica na Flórida disse que Viviane tem no máximo um ano de vida caso o transplante não seja realizado imediatamente. “O que as pessoas não sabem é que a quimioterapia mata as células cancerígenas e no processo te mata também”, conta.