Pesquisador brasileiro ganha prêmio equivalente a “Nobel” de matemática

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Pesquisador brasileiro ganha prêmio equivalente a Ele sempre foi considerado por seus colegas e professores um gênio da Matemática. Enquanto os outros alunos estavam curtindo o recreio da escola, Artur Ávila estava na biblitoteca das escolas em que estudava desbravando desafios de Matemática. Não deu outra.

O matemático, de 35 anos, recebeu, na terça-feira (12), a Medalha Fields, prêmio considerado o ‘Nobel da Matemática’. Ávila é o primeiro pesquisador brasileiro e da América Latina a receber a medalha. Ela é dada pela União Internacional de Matemáticos (IMU) a quatro pesquisadores do mundo. O prêmio foi anunciado em um congresso de matemáticos na Coreia do Sul.

No argumento, os diretores da IMU destacaram o trabalho de Ávila por suas “profundas contribuições na teoria dos sistemas dinâmicos unidimensionais”, em que estuda o comportamento de sistemas sujeitos a alterações constantes. Esses sistemas podem ficar mais ou menos estáveis ou caóticos e é difícil distinguir quando cada caso pode acontecer.

Os outros três ganhadores são Manjul Bhargava, da Universidade de Princeton (EUA); Martin Hairer, da Universidade de Warwick (Inglaterra) e Maryam Mirzakhani, da Universidade de Stanford (EUA), uma iraniana que é também a primeira mulher a ser premiada.

A presidente Dilma Rousseff parabenizou o pesquisador brasileiro pelo prêmio internacional. “O reconhecimento mundial do trabalho de Ávila enche de orgulho a ciência brasileira e todo o Brasil”, escreveu Dilma em sua conta no Twitter.

O carioca Artur Ávila começou sua carreira com as Olimpíadas de Matemática na época de escola. Hoje, divide as funções de diretor de pesquisa em dois importantes institutos: o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Paris, e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro. Vive seis meses em cada uma delas.

Ávila é convidado para palestrar e participar de seminários de matemática no mundo todo. “Gosto de falar de matemática mas com foco na parte mais criativa. Matemática não é árida, tem acesso a muitos recursos. O problema é que na escola o aluno só tem contato com a parte árida, com as regras, as fórmulas aqui e ali. Isso o computador está ali e faz. O matemático faz as coisas que o computador não faz, como a parte criativa, que não é repetitiva.”