Petrodólares impedem as manifestações na Arábia

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Temendo onda de protestos, rei promete pacote de benefícios à população

A onda de protestos contra os governos no Norte da África e partes do Oriente Médio provavelmente não chegará à Arábia Saudita. Isso porque o monarca reinante do país há mais de cinco anos, o rei Abdullah, anunciou um pacote de benefícios à população, temendo justamente que seu povo pudesse ser influenciado pela proximidade das manifestações por reformas democráticas. Ele, que passou os últimos três meses em tratamento nos Estados Unidos, autorizou o aumento do funcionalismo público e ainda liberou cerca de 37 bilhões de dólares em incentivos à classe média.

É verdade que, até agora, na Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo, ainda não aconteceram os protestos contra o governo, tão comuns nos países da região. Porém, alguns sites na Internet já iniciaram uma movimentação no sentido de convocar a população para o que chamaram de ‘dia de ira’, em 11 de março, onde criticariam abertamente o atual regime. Já há seguidores.

Pelo sim, pelo não, Abdullah, que esteve no Marrocos em repouso nos últimos dias, mas já está de volta a Riad, a capital, ordenou um estudo sobre eleições para conselhos municipais, que antes eram escolhidos pela Monarquia, e prometeu o tal do pacote antidistúrbio. Os petrodólares vão jorrar para quem quer comprar casa, isso sem falar que o governante quer aumentar o período do seguro desemprego e cancelar as dívidas pessoais de parcela da sociedade provavelmente a dos formadores de opinião.