Histórico

PIB crescerá cerca de 4% ou mais, afirma Furlan

Ministro do Desenvolvimento queixa-se da burocracia e da falta de in fra-estrutura, fatores que prejudicam as exportações brasileiras

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá ao redor ou acima de 4% este ano. Ele rebateu notícia segundo a qual a atividade econômica está em desaceleração. “Somos muito influenciados por eventos de curtíssimo prazo”, disse.

Para Furlan, os últimos dados da produção industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – queda de 1,7% em junho, ante maio – foram afetados pela Copa do Mundo e pelo inverno fraco no sentido de reduzir as vendas de alguns setores.

“Temos, sim, uma base de crescimento consistente e as variações sazonais serão compensadas. Para isso, precisamos manter a redução dos juros e desonerar a produção”, afirmou Furlan, que hoje participou de encontro com empresários em São Paulo.

Recordes – O ministro também rebateu a tese de que o desempenho externo seja responsável pela redução nas projeções do Produto Interno Bruto (PIB). “Os números do setor externo mostram uma vitalidade e um dinamismo muito grandes. As exportações crescerão acima de US$ 130 bilhões no ano e em 12 meses já registram alta de 15%”, afirmou.

Segundo Furlan, agosto será um mês de recordes nas exportações e na corrente comercial. As exportações devem superar os US$ 13 bilhões pela segunda vez na história, informou Ele admitiu que o desempenho dos setores têxteis, de calçados e móveis piorou em relação a anos anteriores, mas há outros com forte crescimento.

O ministro reclamou da burocracia do governo e defendeu a reforma no sistema de licitações de obras de emergência em infra-estrutura para elevar a competitividade e a produtividade das indústrias exportadoras e, assim, compensar a valorização do real.

“O governo tem recursos, mas a burocracia pesada, os mandados de segurança e as licenças ambientais impedem a realização dos projetos”, afirmou o ministro. Ele disse que estão “quase maduras” no Ministério do Planejamento algumas medidas nesse sentido, mas não quis adiantar os detalhes.

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