Portuguesa conquista título da Série B antecipadamente

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Garantida na Série A do Brasileiro de 2012 e campeã antecipada da Série B, a Portuguesa agora busca colher os frutos que plantou com a excepcional campanha na divisão de acesso. Mais do que ser apenas o segundo time dos paulistas, o clube aposta na expansão da sua própria base de fãs e vem implementando ações de marketing para aumentar a exposição da marca e tirar a imagem de um clube restrito à colônia lusitana.

Números do clube indicam que a agremiação tem cerca de um milhão de torcedores e o dobro de simpatizantes (torcedores de outras equipes que a adotam como um segundo time). Para o gerente de marketing, Fábio Porto, a dissociação do time com a colônia é um processo que já vem acontecendo, mas ainda requer ações constantes. Ele também revelou que a proposta de mudar o nome do clube, como já chegou a ser cogitado no passado, ainda não é uma ideia descartada.

Além de buscar novos torcedores, o clube também aposta no relacionamento com sua base atual de fãs e promove ações como os filmes Orgulho de ser Lusa. A ideia é ressaltar a ligação com o clube sem se importar com modismos e ligando apenas para o que sente o coração.

Isso começou na década de 90 com a popularização do nome Lusa, inclusive com a introdução da palavra no símbolo. A mudança da imagem depende de um planejamento a longo prazo e algumas variáveis que são vitais para isso, como a mudança de nome, não estão sob nossa responsabilidade. Não estou dizendo que deva ou não mudar de nome e o que é melhor ou pior para o clube, mas sim que para haver dissociação completa tem que se pensar nessa possibilidade, afirmou Porto.

Enquanto o espinhoso assunto não volta à pauta, o clube foca seus esforços em profissionalizar a gestão para aumentar as receitas. Embora não fale em valores, Porto assegura que a Lusa aumentou seu faturamento com produtos licenciados em 300% nos últimos três anos e planeja capitalizar em cima do momento da equipe.

Para o ano que vem o clube já tem acertados todos os patrocínios no uniforme até o Paulistão. A empresa que terá o centro da camisa é mantida sob sigilo, mas trata-se de uma companhia americana que será anunciada assim que o contrato for assinado. Para o Brasileiro, o clube vai consultar seus atuais parceiros e, caso não haja acordo, outras empresas serão procuradas. Embora o plano seja manter a base, sabe-se que o assédio sobre os jogadores e o técnico Jorginho será inevitável.