Preço dos alimentos vai continuar alto em 2011

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Aumentado projetado é de 20% devido a safras baixas

Os consumidores já experimentaram este ano um aumento de 40% no custo do milho e trigo, enquanto que a carne e pescado estão bem mais caros do que em 2009. Segundo a FAO, entidade das Nações Unidas que cuida de assuntos ligados à alimentação, os preços de alimentos atingiram a maior alta em dois anos e a tendência deve continuar em 2011.

Pelo menos essa é a tônica do relatório anual publicado esta semana, em que os especialistas fazem um alerta à população sobre a quase certa inflação no setor, o que vai afetar de forma negativa a balança comercial de cerca de 70 países. As primeiras projeções são de que os preços de alimentos devem sofrer uma elevação de até 20% diante de safras abaixo do esperado e da especulação em torno das commodities.

Para a FAO, a conta da importação de alimentos no mundo irá superar a marca de um trilhão de dólares este ano, 26% a mais que no ano passado e atingindo praticamente os mesmos níveis dos anos da crise alimentar (2007-08). A projeção é a mais severa já feita pela FAO desde 2007, quando a alta nos preços de alimentos desestabilizou governos e levou milhares de pessoas a protestar em 25 países.

Há poucos meses, a entidade insistia que a situação de alimentos no mundo era preocupante, mas rejeitava falar em uma nova crise. O discurso agora é outro: Os preços internacionais podem subir ainda mais se a produção em 2011 não aumentar de forma significativa, especialmente no milho, soja e trigo, consta do relatório, que faz projeções pessimistas para o ano que vem.