Prefeitura de NY dará dinheiro para pobres com boa conduta

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Famílias e indivíduos pobres de Nova York vão receber incentivos em dinheiro como parte de um programa de combate à pobreza anunciado pelo prefeito da cidade, Michael Bloomberg.

O dinheiro será dado mediante a algumas condições, como, por exemplo, recompensa a pais que comparecerem a reuniões com professores na escola, ou cujos filhos tiverem freqüência ou notas altas.

Adultos que conseguirem se manter empregados, ou que estiverem recebendo treinamento profissional, também receberão incentivos.

Os idealizadores do programa dizem ter se inspirado em iniciativas semelhantes de países como Brasil e México.

Críticos do plano dizem, no entanto, que ele se baseia em uma premissa falsa, segundo a qual o problema da pobreza poderia ser resolvido se os pobres tomassem as decisões certas (como, por exemplo, freqüentar a escola).

Alguns argumentam que o dinheiro seria melhor empregado em garantir que empresas respeitem o salário mínimo e em incentivos para os trabalhadores.

Piloto

O dinheiro usado na fase inicial do programa não vem dos cofres públicos.

Segundo a prefeitura, o prefeito republicano Bloomberg não quer investir sem ter certeza de que a iniciativa terá bons resultados.

Por isso, arrecadou fundos de fontes privadas, entre elas a Rockefeller Foundation, a Starr Foundation e a Robin Hood Foundation.

Cerca de 14 mil pessoas vão participar da fase piloto, que vai durar dois anos.

Famílias poderão receber entre US$ 25 e US$ 50 por mês (cerca de R$ 50 a R$ 100) se as crianças apresentarem freqüência escolar de até 95%.

Ir à reunião na escola vai render US$ 25. Notas melhores ou aprovação em exames pode render até US$ 350 (R$ 750).

Adultos que conseguirem se manter no emprego em horário integral receberão US$ 150 (R$ 300) por mês. Os que completarem cursos de treinamento ou educacionais receberão entre até US$ 400 (R$ 800).

Incentivos

Os incentivos em dinheiro podem chegar até US$ 5 mil (R$ 10 mil) por ano para uma família que atenda critérios relacionados à saúde, educação e trabalho.

Esse valor equivale a um aumento de 25% na renda de uma família de quatro pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, ganhando até cerca de US$ 20 mil por ano (R$ 40 mil) segundo os critérios do governo americano.

O impacto dos incentivos sobre os participantes será avaliado periodicamente, assim como o seu efeito na redução da pobreza.

Segundo a prefeitura, se o programa tiver resultados positivos, será mantido com verba pública.