Presidente garante que lei do Alabama é anti-imigrante

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Barack Obama prometeu que durante sua campanha de reeleição batalhará pelo Dream Act

O presidente Barack Obama não economizou palavras ao criticar, pela primeira vez, a lei imigratória do Alabama. Em uma reunião com a mídia hispânica, o mandatário reconheceu também falhas no controle de imigração, ao mesm tempo em que abriu a porta para novas medidas administrativas.

Com sua campanha pela reeleição em andamento, o presidente reconheceu que “será uma corrida difícil”, onde cada minuto conta, em seu esforço para se conectar com os votantes.

Sobre a polêmica lei do Alabama HB56, ele foi enfático: “É uma legislaçào equivocada. A ideia de termos crianças assustadas em ir para as escolas, por sentirem medo de que seu status imigratório vá levar a prisões, é um absurdo. Já estamos vendo o impacto em alguns distritos escolares e colégios, onde 20 ou 25% das crianças não estão indo às aulas”, disse.

“A noção de que, se um sacerdote católico leva em seu automóvel um trabalhador indocumentado ao hospital, seria acusado criminalmente; de que as pessoas podem ser detidas nas ruas e assediadas ou revistadas `…` Tudo isto faz com que esta lei não só seja anti-imigrante como também não se harmoniza com nossos valores essenciais como país”, assegurou.

Promessas

Com respeito à imigração, Obama garantiu que continua trabalhando pela viabilidade do Dream Act. “Farei disto uma parte de minha campanha e falarei sobre isto de maneira exaustiva”, enfatizou.

“Estamos examinando a política de detenções, para que seja executada da forma mais humana possível. Creio que existe um amplo leque de medidas administrativas às quais podemos recorrer, nem todas estão em prática agora. Temos organizado grupos de trabalho, tratando de estar seguros de que tudo isto possa ser feito administrativamente, para que possa ser implantado”, disse.

Ao se referir às deportações e separações de famílias, o mandatário reconheceu erros. “É um problema real, instruímos o Departamento de Segurança Nacional e todos os órgãos para que tenham como princípio básico a questão humana. Se os pais são deportados, eles devem ter acesso a seus filhos. Precisamos ser capazes de fazer acertos, para que os filhos possam ir com eles ou sejam deixados com familiares. Não creio que isto esteja funcionando perfeitamente agora”, comentou.

“Não estou aqui para negar que isto tenha ocorrido e penso que teremos de continuar pondo pressão naqueles responsáveis pela administração do programa, para estar seguros que os filhos não sejam tiros de seus pais sem o devido processo e a possibilidade de ficar com seus filhos”, ratificou.

Um estudo publicado em novembro pelo Centro de Pesquisas Aplicadas (ARC) mostrou que pelo menos cinco mil crianças estão no sistema de cuidado temporário, após seus pais terem sido detidos ou deportados.

Combate ao tráfico

Com relação à batalha para deter o fluxo ilegal de armas, Obama admitiu ser o contrabando de armas um grande problema e estão sendo tomadas várias medidas para enfrentá-lo. “Da mesma forma que é impossível parar todos os contrabandos de droga do sul para o norte, é impossível parar todas as armas traficadas do norte para o sul, mas podemos fazer um trabalho melhor”, declarou.

Sobre as eleições de 2012 e o voto latino, o mandatário mostrou-se otimista e insistiu que a campanha mostrará diferenças inquestionáveis. “Será difícil ter um contraste mais claro entre o que apoiam os republicanos e o que os democratas e eu defendemos. Se houver uma alta participação de latinos nos comícios, nos estados que são muito importantes para a eleição presidencial, será enviada uma mensagem explícita: precisamos que seja realizada uma reforma imigratória e talvez a dinâmica política possa ser diferente no começo de meu segundo mandato”, explicou.