Presidentes da China e dos Estados Unidos tentam aparar as arestas

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Encontro entre as duas maiores potências do mundo deve marcar nova Era para o mundo

Um encontro que pode delinear os rumos do mundo ao longo de todo o século 21. Assim os especialistas estão vendo a série de reuniões entre os presidentes das duas maiores potências do planeta “Estados Unidos e China. Barack Obama e Hu Jintao certamente têm muito a discutir, desde a cotação da moeda chinesa, até a cooperação militar entre as partes. O problema é que as duas partes divergem na maioria dos assuntos e qualquer desentendimento entre os governos Washington e Pequim pode gerar instabilidade no cenário internacional.

O presidente da China, Hu Jintao, chegou na terça-feira à América para sua viagem de quatro dias e foi recebido na Casa Branca, no primeiro jantar oferecido a um líder chinês desde 1997. Já na quarta-feira os temas polêmicos vieram à pauta, mas o discurso foi de união.
“Enquanto alguns duvidam da vantagem da relação bilateral, nós temos muito em jogo no sucesso do outro. Na atual economia globalizada, nações como as nossas serão mais prósperas e seguras se trabalharmos juntos”, disse Obama, ressaltando que este encontro vai pavimentar a estrada que EUA e China vão percorrer nos próximos 30 anos.

Do mesmo modo, o presidente chinês fez elogios ao colega. “Nos últimos 32 anos das relações diplomáticas, nossa relação cresceu e obteve significativa importância global. Desde a posse de Obama, esforços dos dois lados produziram resultados frutíferos e trouxeram verdadeiros benefícios para os dois povos, além de contribuir para a paz mundial e o progresso”, afirmou Jintao, sem contudo abordar questões delicadas como as questões da Coreia do Norte e do Irã.

Ficou claro, porém, que há diferenças de pensamento, mas ambas as partes reconhecem que somente o caminho comum é a melhor alternativa. Isso diz respeito à desvalorização artificial do yuan, moeda chinesa, que tem fortalecido a economia local (já aquecida e com o papel de maior exportador atual), mas enfraquecido balanças comerciais em todo o mundo.

Isso para os Estados Unidos é crucial por causa da importância das exportações como forma de compensar o fraco consumo interno. Em novembro, o governo de Barack Obama deu um ultimato à China para que aja rapidamente na reforma de sua taxa de câmbio, mas o governo do país oriental não pareceu muito disposto a fazê-lo.