Primárias dão tom das eleições na América

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Processo eleitoral americano é complicado e considerado, por alguns, injusto

O mundo só vai conhecer o(a) futuro(a) presidente dos Estados Unidos na noite de 4 de novembro deste ano, mas até lá a emoção está garantida. Isso porque o processo eleitoral americano determina que cada um dos 50 estados do país realizem as primárias para que os partidos possam definir seus candidatos. Iowa e New Hampshire já deram a largada e os senadores Hillary Clinton e Barack Obama (pelo lado democrata) e o senador John McCain e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee (entre os republicanos) largaram na frente e devem polarizar a opção dos eleitores. No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido.

A principal escala dessa trajetória acontecerá no dia 5 de fevereiro, a Super-Terça, quando a maioria dos principais estados indicará seus candidatos e será possível uma melhor percepção da disputa nos dois partidos. Entre agosto e setembro, democratas e republicanos formalizarão as respectivas chapas (presidente e vice) nas convenções nacionais, o que dará início a debates, campanhas publicitárias e o corpo a corpo mais efetivo por parte dos candidatos.

Sistema injusto

Nunca é demais lembrar que no pleito de 4 de novembro a escolha é indireta, pois os eleitores apontam simplesmente os delegados que vão formar o colégio eleitoral que definirá o substituto de George W. Bush. Cada estado tem um peso diferente no colégio eleitoral, e o número de delegados varia de acordo com o tamanho da população – e quem vencer neste estado leva todos os votos dos delegados até a contagem final dos votos.

Mas a maior democracia do mundo também está sujeita a críticas. A principal delas diz respeito ao arcaico processo eleitoral americano, implantado no século XVIII e que foi pouco modificado desde então. “O sistema pode gerar injustiças, pois não reproduz fielmente a vontade da população”, dizem as vozes dos críticos mais ferrenhos.
Quem não se lembra, por exemplo, de 2000, quando o atual presidente perdeu no voto popular para o então vice-presidente Al Gore, mas acabou ocupando a Casa Branca porque teve mais votos no colégio eleitoral.