Professores brasileiros de inglês concluem curso em Miami

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Quase 60 profissionais fizeram imersão na língua e na cultura dos Estados Unidos

Tonia Elizabeth


Grupo aproveitou o período para conhecer como funcionam as escolas no sul da Flórida e posou com o cônsul geral do Brasil em Miami Hélio Vitor Ramos Filho

Cinquenta e nove professores de inglês brasileiros concluíram no último dia 20 de fevereiro o Curso de Aperfeiçoamento e Metodologia no Wolfson Campus do Miami Dade College, no Centro de Miami.

O Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores da Língua Inglesa, o PDPI, oferece treinamento didático e aperfeiçoamento do idioma.

Os professores brasileiros recebem bolsas e são selecionados mediante aprovação no teste TOEFL (o teste de proficiência em inglês como língua estrangeira) e, posteriormente classificados, de acordo com os resultados, em Básico, Intermediário e Avançado. Um certo número de vagas é oferecido por área, com uma nítida concentração no Nordeste do Brasil.

Patrocinado pela CAPES, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério de Educação, e pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e administrado pelo Instituto Americano de Educação Internacional, em Nova York, o programa tem sido um sucesso absoluto, proporcionando a esses educadores uma imersão em técnicas pedagógicas, na língua e na cultura americanas.

Os selecionados para o programa no MDC não apenas participaram do curso diário, como também tiveram a oportunidade de visitar pontos turísticos e parques, como Biscayne Bay, Seaquarium, Everglades e Disney World. Também puderam viver a experiência de serviços comunitários numa escola em Homestead, onde pintaram murais e montaram bancos, entre outras atividades. Tudo isso como parte do programa criado pelo Miami Dade College sob o comando de Maureen O’Hara, diretora de Programas Especiais.

Isabella Alencar Moreira Pinto, de Fortaleza, Ceará, é uma das educadoras que participaram do curso, que teve início no dia 9 de janeiro.
Ela ensina inglês há muitos anos e ficou muito empolgada com tudo que aprendeu: “Praticamos o inglês direto, ouvindo o nativo, além de aprender muito sobre tecnologia e técnicas de ensino. Os professores foram muito abertos e competentes”. Isabella também gostou muito da experiência dos serviços comunitários que, segundo ela, não são comuns na cultura brasileira.

Apesar da competência dos professores e do entusiasmo de todos, segundo alguns participantes, o processo de seleção e classificação no Brasil criou um grupo muito heterogêneo, o que trouxe alguns desafios para os alunos e professores.

A concentração de professores do Nordeste durante a seleção foi explicada a Maureen O’Hara como uma melhor oportunidade de intercâmbio de informações entre os participantes, e a proximidade de cidades como Recife.