Programas sociais sofreriam cortes com suspensão da CPMF, diz ministro da Fazenda

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Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, o tributo financia 79% do Bolsa-Família

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira, 4, que a suspensão da CPMF exigiria que fossem reduzidos os programas sociais e também os investimentos prioritários do governo, como parte dos definidos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mantega participa, junto com outros ministros, de audiência pública na comissão especial da Câmara destinada a discutir e votar a prorrogação da CPMF.

Na mesma linha de alerta aos programas sociais, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, ressaltou que a CPMF financia 79% do programa Bolsa-Família. Ele destacou que programa é fundamental para retirar a população da pobreza e dar melhores condições de vida para os mais pobres. Segundo ele, o Bolsa-Família contribuiu para retirar 21% dos 7 milhões de pessoas que saíram da pobreza nos últimos anos.

Segundo Mantega, o debate envolvendo a CPMF é também sobre a visão que se tem do papel do Estado. “A discussão é sobre qual modelo de Estado que queremos, um Estado que faz programas sociais e combate a pobreza, ou que deixe o mercado fazer isso; um Estado que faz investimentos ou um Estado que deixe o mercado fazer isso. Nosso governo acredita que o Estado deve fazer programas sociais para reduzir mais rapidamente a pobreza e a desigualdade”, disse Mantega.