Projeto de lei contra imigrantes não passa na Flórida

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Políticos republicanos mais radicais tentaram aprovar uma lei na Flórida para endurecer as leis de imigração, mas foram derrotados no Congresso estadual

Apesar da forte retórica a favor da deportação dos imigrantes ilegais, os apoiadores do Tea Party a ala mais radical do Partido Republicano sofreram uma derrota no Congresso da Flórida esta semana. A tentativa de aprovar uma lei de imigração no estilo daquela existente no Arizona falhou porque o Senado negou os votos necessários para mandar o projeto de lei para o Executivo.

Caso tivesse chegado à sua mesa, o governador Rick Scott garantiu que assinaria o projeto e o transformaria em lei. Eles deveriam ter passado uma lei de imigração, afirmou o mandatário, acusando veladamente os parlamentares de não estarem cumprindo as promessas de campanha.

Isso também frustrou os integrantes do Tea Party, como Danita Kilcullen, uma das líderes do capítulo de Fort Lauderdale: “Pelo que sei, isto é priopridade nº 1. Os seguidores do Tea Party em todo o estado não se esquecerão disto”.

Esse tipo de ameaça preocupa o presidente do Senado, Mike Haridopolos, republicano de Merritt Island, que votou a favor da versão apresentada pela Assembleia Legislativa que contemplava o endurecimento das leis de imigra¬ção na Flórida. O projeto de lei previa que os policiais verificassem o status imigratório de alguém que estivesse sujeito a uma investigação criminal e exigia que todas as empresas privadas do estado usassem o sistema E-Verify para checar o status legal do potencial empregado, como Scott ordenou que os órgãos do estado façam.

Mas o Senado que conta com um fort lobby de grupos de empresários, incluindo a Câmara de Comércio da Flórida impediu as disposições sobre o E-Verify. Ignorando Haridopolos, os senadores aprovaram uma medida que vai um pouco além, exigindo que a polícia investigue o status de imigração de alguém preso por um a crime.

A decisão da Suprema Corte dos EUA na semana passada suspendendo uma lei do Arizona que exige dos empregadores usar o E-Verify e cassando a licença das empresas pegas por contratar imigrantes ilegais parece ter intensificado a pressão sobre os parlamentares.