Proporção de crianças autistas nos EUA supera estimativas

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A pesquisa que revelou a nova taxa de autismo entre os americanos envolve uma revisão intensa dos dados escolares e de saúde das crianças de 14 Estados

Cerca de uma em cada 150 crianças dos Estados Unidos é autista, o que faz do distúrbio uma questão urgente de saúde pública no país, informam autoridades sanitárias americanas, ao divulgar o maior estudo já feito sobre o problema. Os novos números, baseados em dados de 2002, referentes a 14 Estados, são mais elevados do que estimativas anteriores.

“Estes dados de hoje mostram que vamos precisar de mais intervenção precoce e mais terapeutas, e vamos precisar que os legisladores federais e estaduais fiquem ao lado das famílias”, disse a porta-voz da organização Autism Speaks, que defende mais serviços para crianças autistas, Alison Singer.

O estudo realizado pelos Centros de Controle e Prevenção de doenças (CDC) do governo americano, calculou uma taxa de autismo média de 6,6 por mil, acima da estimativa de 2006, de 5,5 por mil.

A pesquisa envolve uma revisão intensa dos registros escolares e hospitalares das crianças dos Estados estudados, e oferece a visão mais clara, até agora, da distribuição da doença, segundo os CDC.

Mas o estudo não revela se a proporção de autistas na população está aumentando. “Não podemos concluir tendências ainda”, porque os dados ainda são muito novos, disse a principal autora do trabalho, Catherine Rice.

O autismo é um distúrbio complexo, geralmente só diagnosticado a partir dos três anos de idade. É caracterizado por uma série de comportamentos, incluindo dificuldade em expressar necessidades e incapacidade de se integrar socialmente. A causa é desconhecida.