Proposta de asilo a iraniana gera polêmica

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Lula disse que sua oferta foi apenas humanitária

Apesar de elogiada por ativistas, a proposta do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, de conceder asilo a Sakineh Mohammadi, a iraniana condenada à morte por apedrejamento sob a acusação de adultério, também recebeu críticas. Segundo alguns setores muçulmanos mais conservadores, a atitude de Lula demonstra uma interferência em questões internas do país.

Houve quem dissesse que a atitude do líder brasileiro não passa de demagogia e, também para a oposição no Irã, Lula ignorou evidentes violações de direitos humanos por parte de Mahmoud Ahmadinejad.”Isso gerou uma certa desconfiança sobre suas reais intenções”, afirmou um iraniano opositor ao atual regime.

Lula, por sua vez, fez questão de esclarecer que sua ideia tem caráter “humanitário e emocional”. “Não fiz um pedido formal de asilo”, simplificou o presidente brasileiro. O governo do Irã já deu a entender que rejeitará a proposta, casoela seja feita oficialmente. A República Islâmica suspendeu a sentença por apedrejamento, mas Ashtiani ainda pode ser executada por enforcamento, pois foi condanada pelo crime de adultério. Um abaixo-assinado aberto há cerca de um mês na internet deu impulso mundial à campanha pela libertação da iraniana.