Quase dois anos depois, brasileiro é julgado por lipoaspiração ilegal

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Luiz Carlos Ribeiro foi condenado a três anos de prisão pela morte da goiana Fabíola Barbosa

Exatos 20 meses após a morte da goiana Fabíola de Paula Barbosa, vítima de complicações médicas durante uma lipoaspiração realizada no porão de uma casa em Framingham (Massachusetts), o médico que realizou a operação foi condenado pela Justiça americana. O também brasileiro Luiz Carlos Ribeiro, de 51 anos, vai passar três anos preso, depois que a juíza Wendie Gershengorn, da Corte Superior de Cambridge, pronunciou a sentença atribuindo-lhe a prisão por homicídio culposo, prática ilegal da medicina e posse de substância proibida. Ao final do período, Luiz Carlos será deportado.

O caso aconteceu em 2006, quando Fabíola procurou Luiz Carlos para uma lipoaspiração. A jovem, de Sanclerlândia (GO) e que morava em Framingham havia seis anos, já havia feito com o suposto médico – que jamais teve inscrição na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – uma intervenção para o consertar um pequeno desvio no nariz. Pela lipoaspiração, Fabíola pagou três mil dólares adiantados. Mas na madrugada de 30 de julho, ela deu entrada no Metrowest Medical Center com parada cardiorrespiratória e complicações decorrentes da aplicação de substâncias sedativas proibidas e não saiu mais com vida.

“Luiz Carlos Ribeiro colocou a vida dos pacientes em grande perigo, ao realizar estes procedimentos irregulares, sem equipamentos necessários ou qualquer outra providência”, argumentou a promotoria, que havia pedido até oito anos de prisão ao condenado. A mulher de Luiz Carlos, Ana Maria Miranda, também envolvida no crime, pois atuava como uma assistente médica, já foi julgada e condenada a um ano de prisão, tempo já cumprido. Ela aguarda está sob a guarda da polícia de imigração americana, aguardando a finalização do seu processo de deportação.