Quatro brasileiros estão entre os 57 presos que tentavam entrar nos EUA

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Barco de madeira improvisado foi detectado navegando próximo a uma ilha de Porto Rico pelas patrulhas

Quatro brasileiros que estavam em um barco com outros imigrantes indocumentados foram presos na noite de domingo (9) por agentes da Patrulha da Fronteira (CBP) que detectaram o barco, que navegava com luzes apagadas, aproximadamente a 40 milhas náuticas de Aguadilla, em Porto Rico. A bordo foram encontrados 37 imigrantes indocumentados. Entre a sexta-feira (7) e domingo (9), agentes da CBP, da Guarda Costeira (USCG) e do Departamento de Imigração (ICE), operando em conjunto com o Grupo de Interagências de Fronteiras no Caribe (CBIG), prenderam ao todo 57 imigrantes indocumentados, entre eles quatro brasileiros.

Ainda no mar, os dados biométricos dos imigrantes foram colhidos, resultando na identificação de 17 estrangeiros que já haviam sido deportados anteriormente. A embarcação das autoridades levou os 17 presos para a cidade de Mayaguez, onde foram processados judicialmente. Três dominicanos devem ser acusados de tráfico humano.

As viagens clandestinas vindas da República Dominicana rumo a Porto Rico são geralmente realizadas com barcos de madeira rústicos e improvisados, conhecidos popularmente por “yolas”. Uma “yola” típica é uma embarcação perigosa, geralmente com um motor de baixa potência acoplado, superlotado de imigrantes indocumentados que não portam coletes salva-vidas. Todos os anos, o CBP recebe comunicados, confirmados ou não, de imigrantes que morrem afogados ao tentarem entrar clandestinamente nos EUA.

Segundo o Departamento de Combate às Drogas e Crimes das Organizações das Nações Unidas (ONU), apesar do tráfico de pessoas pelo mar representar somente uma pequena parcela das operações no planeta, seus perigos específicos o tornam uma prioridade, pois ocorrem mais mortes no mar.

Oito milhas separam as ilhas de Porto Rico e República Dominicana e exatamente no meio dessa distância fica localizada a ilha de Mona, um local desabitado que é território dos Estados Unidos. Traficantes de pessoas na República Dominicana estrategicamente navegam e utilizam a ilha de Mona para deixar imigrantes indocumentados, que muitas vezes têm que ser recolhidos por agentes do CBP ou USCG e levados para Porto Rico.