Estados Unidos

Queda na natalidade dos EUA pode ter relação com smartphones, aponta estudo

Pesquisa sugere que o uso crescente de celulares desde 2007 pode ter influenciado mudanças no comportamento social e contribuído para a redução da taxa de fertilidade no país

Celulares cada vez mais presentes no dia a dia mudam hábitos e relações sociais nos Estados Unidos. (Foto StockSnap via Pixabay)

Nos Estados Unidos, um estudo voltou a chamar atenção ao apontar uma possível relação entre a queda na taxa de natalidade e o uso de smartphones.

A taxa de fertilidade do país vem caindo desde 2007, ano em que o iPhone foi lançado, uma queda acumulada de 22% desde então. Uma análise da economista Caitlin Myers, do Middlebury College, sugere que essa coincidência pode estar ligada ao impacto dos celulares no comportamento social. Segundo seus cálculos, a chegada do iPhone explicaria entre 33% e 52% de todo esse declínio na fertilidade.

Gráfico mostra a queda contínua da taxa de fertilidade nos Estados Unidos desde 2007, ano em que o iPhone foi lançado, segundo dados citados no estudo.

Segundo o levantamento, o uso constante do smartphone teria reduzido interações presenciais e alterado a forma como as pessoas se relacionam. O estudo também aponta que o acesso mais fácil a informações sobre contracepção pode ter influenciado as decisões reprodutivas.

A pesquisa foi baseada na comparação entre regiões com diferentes níveis de acesso às redes móveis, e manteve resultados consistentes mesmo após ajustes econômicos. Os condados onde mais de 90% da população teve acesso antecipado ao iPhone registraram quedas mais acentuadas na natalidade, principalmente entre adolescentes e mulheres na faixa dos 20 anos.

Ainda assim, não há uma única explicação para a queda da natalidade. O cenário envolve fatores financeiros, mudanças de comportamento e o adiamento da maternidade. Segundo a autora, o efeito dos celulares é limitado e não explica sozinho a queda na natalidade.

O tema preocupa autoridades porque a queda contínua da população jovem pode impactar o mercado de trabalho e os sistemas de aposentadoria no futuro.

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