Questão migratória leva Microsoft ao Canadá

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Empresa anunciou abertura de centro de desenvolvimento em Vancouver.
Decisão está ligada às restrições nos EUA para concessão de vistos.

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (5) que abrirá um novo centro de desenvolvimento em Vancouver (Canadá), onde empregará programadores de todo o mundo. A decisão está relacionada às restrições nos Estados Unidos para a concessão de vistos de trabalho.

A gigante dos softwares afirmou que o Centro de Desenvolvimento Microsoft Canadá vai abrir no outono de 2007 “e será o lar para programadores de todo o mundo”. Ainda de acordo com a empresa, o lugar permitirá “contratar e reter pessoas altamente qualificadas afetadas por problemas imigratórios nos EUA”. Vancouver está perto da sede central da Microsoft, em Redmond, no extremo noroeste dos EUA.

O vice-presidente da Divisão de Programadores da Microsoft, S. Somasegar, disse em comunicado que a empresa é global e que seu maior ativo são pessoas inteligentes, com talento e altamente capacitadas. “Nosso objetivo como companhia é atrair a próxima geração dos melhores programadores de todos os cantos do mundo”, continuou.

O centro de desenvolvimento de software de Vancouver será o sexto da Microsoft. Os outros estão localizados em Redmond e na Carolina do Norte (EUA), Irlanda, Dinamarca e Israel. As instalações começarão a funcionar com 200 funcionários, mas a empresa calcula que terminará sendo ocupada por 800 ou 900 pessoas, o que duplicará o atual número de trabalhadores da Microsoft no Canadá.

O presidente da Microsoft Canadá, Phil Sorgen, afirmou que há muito tempo defende a conveniência de abrir centros da Microsoft no país por causa da qualidade do setor de alta tecnologia canadense e da elevada qualidade de vida.
Sorgen também declarou que Microsoft ainda não decidiu o local exato do centro. A empresa não anunciou que tipo de aplicações serão desenvolvidas em Vancouver.

No passado, a Microsoft pediu às autoridades americanas que eliminassem as restrições de vistos para profissionais do setor tecnológico, porque a atual política limita a capacidade para atrair programadores e outros profissionais.