Recuperação da economia americana depende de imigrantes

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Medidas de Obama só terão efeito com a legalização de indocumentados, dizem ativistas

As medidas propostas pelo presidente Barack Obama para impulsionar o crescimento econômico nos Estados Unidos não funcionarão completamente se não for incluída no “pacote” a proposta de reforma imigratória e legalização dos trabalhadores indocumentados. Pelo menos assim pensam os ativistas que defendem mudanças na atual legislação. “A fraca economia deste país não vai se recuperar se as autoridades não regularizem as mais de 12 milhões de pessoas que vivem à sombra da sociedade”, disse Jorge-Mario Cabrera Valladares, da Coalização pra Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles.

Os grupos pró-imigrantes ressaltaram que, apesar da promessa de campanha feita por Obama de que cuidaria do assunto em seu primeiro ano de mandato, muitos parlamentares divulgaram que a atual conjuntura impede a reforma. No entanto, muitos especialistas acreditam que os indocumentados podem ser uma peça-chave na estrutura produtiva do país.

Para Giovanni Peri, professor de economia da Universidade da Califórnia, em Davis, a legalização de todos os trabalhadores indocumentados proporcionaria um ingresso imediato de 407 bilhões de dólares em impostos. Juan José Gutiérrez, da Coalizão pelos Direitos Plenos dos Trabalhadores imigrantes, lembrou que a situação não é nova: “Em 1986, quando o então presidente Ronald Reagan assinou a anistia migratória, o país estava mergulhado em uma profunda crise econômica. A partir disso, a América começou a se recuperar”, disse o ativista. Gutiérrez acrescentou que a anistia há 23 anos beneficiou três milhões de pessoas e gerou prosperidade. “Agora serão 12 milhões de trabalhadores e os efeitos serão ainda maiores para a economia”, finalizou.