Reflexo da crise econômica europeia: Fiat deixa de patrocinar o Palmeiras

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Sergio Marchionne, o poderoso chefão do grupo Fiat, é um dos mais cautelosos e pessimistas em relação à iminente crise financeira que toma conta da Europa. Entre as medidas já cogitadas pelo conglomerado italiano, estão a redução da capacidade de produção no velho continente em 300 mil unidades e a reestruturação dos custos operacionais das marcas que estão sob o guarda-chuva da empresa. Esta filosofia já começa a ser sentida no Brasil. A marca não irá renovar o contrato de patrocinadora master do Palmeiras no futebol brasileiro.

Após patrocinar o time paulista em 2008, a Fiat havia fechado um novo contrato, no ano passado, com duração até o final de 2011. E a ordem que veio da matriz italiana determinou o fim desta ação de marketing da fabricante. Ou seja, Marchionne está tentando queimar todas as ‘gordurinhas’ para enfrentar o momento conturbado que toma conta da Europa agora. Naturalmente, o marketing será uma das áreas mais prejudicadas.

Enquanto no Brasil a marca se vê na primeira posição do embalado mercado nacional, a história na Europa é bem diferente. A Fiat fechou o primeiro semestre do ano com retração de 13% no volume de vendas no continente, na comparação com os seis primeiros meses de 2010. Foi o pior desempenho entre as seis principais montadoras europeias. Para conseguir sanear seu balanço financeiro, a fabricante italiana precisa vender seis milhões de veículos até 2014 meta ainda mais desafiadora diante das atuais circunstâncias.