Reino Unido adia relatório sobre morte de Jean Charles

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A publicação de um relatório sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, 27, foi adiada porque funcionários da Scotland Yard –a Polícia Metropolitana de Londres– contestam as informações.

Segundo matéria publicada pelo jornal “The Times”, há divergências sobre a reconstituição dos eventos depois que Menezes foi morto a tiros por policiais em uma estação de metrô de Londres em 22 de julho de 2005. O brasileiro foi confundido com um terrorista suicida.

A morte ocorreu um dia depois de uma tentativa fracassada de atentados e duas semanas depois das explosões, provocadas por outros terroristas, nos transportes públicos londrinos, que mataram 56 pessoas e deixaram 700 feridos.

Jean Charles de Menezes, 27, morto pela polícia londrina em 2005
O relatório, preparado pela Comissão Independente de Queixas da Polícia (IPCC), poderá ser contestado legalmente por alguns oficiais, segundo fontes policiais. Eles estariam descontentes com as críticas de que deveriam ter demonstrado mais cedo a preocupação com o fato de um inocente ter morrido.

Em fevereiro deste ano, uma reportagem de capa do jornal “The Guardian” informava que o relatório da comissão concluiu que os oficiais da Scotland Yard sabiam que os agentes antiterroristas não tinham baleado um terrorista, mas um inocente, e que não comunicaram seu chefe, o delegado da polícia Ian Blair. Ele soube do erro no dia seguinte.

Os policiais envolvidos na morte de Menezes não foram acusados formalmente pelo ocorrido, mas a Scotland Yard –a Polícia Metropolitana de Londres– enfrentará, no segundo semestre, investigações pela violação de leis de segurança e saúde.