Republicanos debatem reforma imigratória

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Da Redação com AP – Os republicanos na Câmara de Deputados que lidam com o controvertido tema da imigração estão procurando definir o que fazer com as pessoas que vivem no país de maneira ilegal e, embora a maioria deles se nega a conceder a cidadania para 11 milhões de imigrantes não autorizados, também evitam mencionar a deportação.

Para alguns, a condição de trabalhador convidado seria o máximo permissível, enquanto outros deixam aberta a possibilidade de que, após estarem legalmente no país, os imigrantes possam naturalizar-se através dos canais existentes de patrocínio familiar ou dos empregadores. E outros se concentram en dar a cidadania para as pessoas trazidas ao país como jovens, aos veteranos militares e talvez outros que tenham vivido no país durante anos e tenham demonstrado sua contribuição à sociedade.

Mas como os democratas não querem nada que não contemple um caminho direto, embora longo, para a cidadania – como se viu na iniciativa aprovada pelo Senado -, duvida-se que possa chegar uma iniciativa à mesa do presidente Barack Obama.

“Há vontade de agir. Mas a margem de manobra não é grande do lado dos republicanos na Câmara de Representantes”, disse o deputado deste grupo, Trey Gowdy, presidente do Subcomitê de Imigração da Comissão de Assuntos Jurídicos da Câmara Baixa. Sem o apoio dos democratas, é um número muito pequeno e podemos perder.

Os republicanos controlam 234 cadeiras na Câmara de Deputados, e os democratas, 201. Aprovar uma iniciativa de lei requer 218 votos, se todos os integrantes estiverem participando.