Republicanos não conseguem rechaçar ações executivas de Obama

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Senado não aprova orçamento ao departamento de Homeland Security aprovado na Câmara, que condiciona liberação de fundos à suspensão das ordens executivas imigratórias do presidente

DA REDAÇÃO (com Agências) – Senadores republicanos não conseguiram, pela segunda vez, na quarta-feira (4), passar uma legislação associando a liberação dos fundos orçamentários para o departamento de Homeland Security com as ordens executivas de Obama anunciadas no final do ano passado. O impasse deixou o Congresso longe de uma solução para o orçamento do departamento antes de 27 de fevereiro, quando se esgota o prazo para resolver o impasse.

O placar da votação foi de 53 a 47, parecido com o do dia anterior, quando foi votada uma medida parecida na Casa, e longe ainda dos 60 votos favoráveis para que as propostas aprovadas na Câmara sejam postas na pauta do Senado. O texto da Câmara liberaria os fundos do departamento de Homeland Security até 30 de setembro, mas bloquearia os necessários para fundear o plano de Obama que suspenderia a deportação de milhões.

Novas votações ainda estão previstas sobre o assunto no Senado.

“Não será uma definição de insanidade, isso de votar a mesma proposta várias vezes seguidas?”, disse o senador John McCain, R-Ariz., aos jornalistas pouco antes da votação de quarta-feira.

Os democratas dizem que não importa quantas vezes os republicanos coloquem a votação em pauta, o resultado vai ser sempre o mesmo, a não ser que os republicanos retirem do projeto o texto sobre a imigração.

“É muito simples”, disse a senadora Claire McCaskill, D-Mo. Numa hora em que o mundo se une para mandar uma mensagem forte sobre como enfrentar e derrotar o ISIS, colocar condições para a aprovação de fundos para o departamento de Homeland Security é uma péssima ideia.

“Temos uma estratégia, e ela é o que o povo americano nos pediu para fazer. Essa é a nossa proposta”, disse o deputado Jim Jordan, R-Ohio, argumentando que o povo conta com os republicanos para rechaçar as iniciativas de Obama. “Vejo isso como uma oportunidade para sete senadores democratas encontrarem Jesus e fazerem a coisa certa”, concluiu o deputado.

A resposta da Casa Branca ao GOP foi um encontro de Obama no Salão Oval com imigrantes protegidos pela iniciativa anunciada em novembro passado. A legislação republicana, se aprovada, faria com que os imigrantes fossem sumariamente deportados.

Depois do encontro, Obama acusou os republicanos de ignorarem as “consequências humanitárias” de sua legislação e reiterou a ameaça de vetar a lei caso seja aprovada no Senado. Quanto ao esforço do GOP de atrelar os recursos para a segurança nacional à política imigratória, o presidente comentou: “Não há lógica nessa postura.”

A maioria concorda que o Congresso tem de chegar a um acordo a respeito dos fundos antes do prazo final de 27 de fevereiro.
A questão é como e quando os parlamentares vão chegar a esse acordo.