Retrospectiva 2009: Um ano difícil, mas também de conquistas para a nossa comunidade

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Infelizmente 2009 pode ser lembrado principalmente pelo drama dos clientes lesados pelas empresas de mudanças

Ninguém pode negar que 2009 foi um ano complicado, com os efeitos da crise financeira mundial afetando diretamente a nossa comunidade, a ponto de fazer muitos brasileiros desistirem do sonho americano. Mas também temos que admitir que houve conquistas e alegrias.

A maior delas, provavelmente, a realização da II Conferência Anual do Ministério de Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, que estreitou ainda mais os laços entre governo federal e emigrantes. Caminhamos a passos largos para ampliar o debate sobre a possibilidade de voto dos cerca de três milhões de brasileiros que vivem no exterior, não apenas para a presidência da República, mas também para Deputados Federais. Devem ser ressaltados os avanços também nas áreas de cultura e educação.

Outra vitória da comunidade foi a criação da matrícula consular, que funciona como um documento de identidade e que permite a abertura de contas bancárias e o acesso a serviços públicos – e, em última instância, uma chance de se inserir, ainda que parcialmente, na estrutura econômica e social do país onde mora. Por falar em comunidade, outro passo importante foi a publicação do livro ‘Brasileiros na América’, onde o diretor de pesquisas da Prefeitura de Boston Álvaro Lima fez um raio X do nosso povo nos EUA: quantos somos, onde vivemos e em que trabalhamos foram apenas algumas perguntas respondidas pelo mais completo estudo sobre os imigrantes na Terra do Tio Sam.
Também vimos este ano a confirmação de uma nova estrela: o pugilista Brasileiro Michael Oliveira manteve-se invicto na carreira e conquistou o ‘Cinturão Latino’, o que certamente vai credenciá-lo para a disputa de um título mundial em breve.

Mas não tivemos apenas boas notícias. 2009 também será lembrado pelo problema dos clientes lesados por algumas empresas de mudança: primeiro foi a Adonai/Express Moving, que cobrou pela remessa de caixas para o Brasil, mas não realizou o serviço. Entre golpes e medidas jurídicas, inclusive com a criação de novas empresas, os ‘espertalhões’ faturaram cerca de três milhões de dólares de brasileiros incautos, cálculo feito por uma pessoa do esquema. Às vítimas restou apenas a criação de um website, onde o relato dos dramas pessoais pode ser uma voz na busca por Justiça.

Também este ano, uma outra empresa, a Nacional Moving, que deixou de enviar cerca de 24 toneladas de carga e os conteineres ficaram abandonados no Porto de Miami e no antigo galpão da companhia, em Pompano Beach. Uma reportagem do AcheiUSA serviu de alento para algumas famílias, que conseguiram recuperar seus pertences, mas infelizmente ficaram ainda com o prejuízo. Fica a lição: evite se tornar mais uma vítima e certifique-se de que está fazendo negócios com as muitas empresas idôneas do mercado.