Retrospectiva 2010 – Geral

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Novembro

Mundo acompanha drama e o final feliz para os mineiros no Chile

O mundo inteiro ficou grudado na televisão para acompanhar o resgate dos 33 mineiros que ficaram presos por mais de dois meses a 700 metros de profundidade. De acordo com especialistas, mais de um bilhão pessoas vibraram, ao vivo, com a operação em pleno deserto de Atacama, que incluiu perfuração simultânea de três túneis, transmitida por várias emissoras. O interesse despertado pela notícia resultou na mobilização de quase duas mil equipes de imprensa – e o final foi feliz. No final do ano, uma outra explosão, desta vez, em San Martín Texmelucan, no México, matou quase 30 mineiros.

Abril

Explosão de plataforma causa o maior desastre natural dos EUA

No dia 21 de abril, a explosão na plataforma petrolífera Deep Water Horizon, no Golfo do México, matou 11 pessoas e provocou um estrago jamais visto na história dos Estados Unidos. O vazamento decorrente do acidente despejou no mar milhares de barris de petróleo por cerca de três meses, até que os especialistas da British Petroleum conseguiram conter o problema.
O impacto ao ecossistema do país, porém, já tinha sido causado. Uma maré negra se deslocou, inclusive em direção à Flórida, afetando a fauna e a flora de uma forma ainda difícil de dimensionar. Afinal, foram quase cinco milhões de litros de petróleo derramados nas águas.

Janeiro

Terremoto devasta o já sofrido Haiti

Abalo deixou mais de 250 mil vítimas fatais, entre elas Zilda Arns

O ano mal havia começado, quando um forte terremoto de magnitude 7 na escala Richter devastou o Haiti, um dos países mais pobres do mundo, no dia 12 de janeiro. O epicentro foi a poucos quilômetros da capital, Porto Príncipe, matando cerca de 250 mil pessoas e deixando outras 900 mil desabrigadas. Pelo menos 21 brasileiros foram mortos em consequência do abalo, entre elas o diplomata Luiz Carlos da Costa e a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
Até hoje, quase um ano após a tragédia, o país – que já era o mais pobre das Américas – ainda sofre com os problemas decorrentes do tremor. Os principais deles são a falta água e comida, o que estimula a violência, e a cólera, cuja epidemia já fez mais de duas mil vítimas fatais. Nem mesmo a ajuda comunitária liderada pelos Estados Unidos tem sido capaz de aplacar a dor daquele povo.
Brasileiros, inclusive do sul da Flórida, foram solidários à causa e doaram roupas, alimentos não-perecíveis e dinheiros aos haitianos. Grupos, como o da Primeira Igreja Batista e do Rotary de Boca West, enviaram donativos para o país do Caribe, mas a situação ainda é muito grave.