Ricardo Tomassoni: Se for fazer, que seja bem feito

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Ricardo Tomassoni

Sou do seguinte princípio: se for para fazer, que seja bem feito.

Patrocinar um evento é muita responsabilidade. Primeiro a intenção de unir sua marca com a do evento. Vejo muitas empresas relacionando sua marca com eventos que não fazem parte do posicionamento do produto ou serviço. Simplesmente o fazem porque querem aparecer. Isso é um grande erro.

A percepção que o público irá ter da sua marca será distorcida e a mensagem não será interpretada da forma como a empresa quer.
Resultado: nenhum.

O segundo erro, que acontece com mais frequência, é querer participar de um evento pequeno porque não existe muito dinheiro para tal investimento. Ora, se não há dinheiro suficiente, não participe e pronto. Não queira economizar em eventos, pois nesse caso a economia é a base da porcaria, e é assim que o público irá perceber sua marca.

Não estou dizendo que não é para patrocinar eventos pequenos. O que quero dizer é que temos de manter um padrão, no mínimo lá em cima, para podermos participar de eventos, mesmo eles sendo pequenos.

Não precisamos gastar muito para aparecer em eventos, mas temos que, ao menos ser criativos, chamar a atenção do público de uma forma construtiva e trabalhar a percepção das pessoas para que seja a que realmente desejamos.

E o que percebo não é só empresa pequena cometendo esses erros. Outro dia fui a um evento representar um cliente e vi que existia uma empresa famosa participando do mesmo. Eu sei o quanto essa empresa investiu no Brasil para construir sua marca e sei também o que seus concorrentes fazem aqui nos Estados Unidos para conseguir vender.

Mas parece que todo o investimento de marketing no Brasil foi esquecido em terras estrangeiras, pois que essa empresa deu a impressão de ser era uma marca desleixada, de terceira, e que estaria pouco interessada no que o público teria de percepção a seu respeito.

Dinheiro jogado no lixo. E, pior, compromete todo o investimento futuro, pois consertar uma percepção errada no mercado ou um erro de posicionamento é bem mais difícil do que lançar uma marca nova.

É por isso que muitas empresas, mesmo as grandes, acham que o mercado norte- americano é muito difícil de vender, que o público aqui é diferente, etc e tal. O problema está na cultura de querer comprar uma ferrari, pagar o preço de um fusca e expor um calhambeque.