Rick Scott já prepara implantação do Obamacare na Flórida

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Governador está pronto para conversar com o governo federal sobre a implantação do plano de reforma dos seguro-saúde no estado

DA REDAÇÃO, COM SUN-SENTINEL – Passados poucos dias da reeleição de Obama, que sepultou de vez os planos republicanos de abolir o plano de reforma do seguro-saúde conhecido por Obamacare, o governador da Flórida, Rick Scott, junto a outros líderes que rejeitavam anteriormente o projeto, agora já admite discutir o seu uso para resolver o problema dos cerca de 3.8 milhões de floridianos que não têm seguro-saúde.

“Mitt Romney não ganhou a eleição”, disse Scott à imprensa na sexta-feira, em Washington, horas antes de mandar uma carta aberta à secretária de Health and Human Services, Kathleen Sebelius, solicitando uma reunião para discutir a implementação da lei. “Assim, não há a opção de repelir o Obamacare. Meu objetivo agora é focar no que seja melhor para os nossos cidadãos”, disse o governador. E acrescentou: “A mensagem oficial é de que queremos sentar juntos para discutir como podemos trabalhar juntos para diminuir o custo dos seguros-saúde para os floridianos”, completou.

Mas ainda vai levar tempo até que a Flórida chegue a uma conclusão sobre como implementar elementos fundamentais do Affordable Care Act – nome oficial do Obamacare, estabelecer a “bolsa” para os seguros e acrescentar floridianos de baixa renda do programa Medicaid.

O próximo líder da Câmara Estadual (House Speaker), Will Weatherford, e o presidente do Senado Estadual, Don Gaetz, disseram na quinta-feira que ainda não podem definir o sistema de “bolsas” – que essencialmente é um pregão de negociações de seguros-saúde bancado pelo governo e voltado para pequenas empresas e indivíduos.

A lei diz que se o estado se recusar a implementat a bolsa, o governo federal o fará. Até agora, apenas treze estados – a maioria governada por democratas – e o Distrito de Columbia já declararam oficialmente que vão implementar o sistema de bolsas.

As bolsas são cruciais para a implantação das novas medidas trazidas pela reforma, que em 2014 vai exigir que todos os adultos adquiram um seguro-saúde ou inscrevam-se num plano subsidiado pelo governo – ou então pagar uma taxa.

Grandes empregadores serão obrigados a oferecer seguro-saúde para os funcionários, ou pagar uma multa. As empresas menores com até 100 funcionários, indivíduos não cobertos por planos empresariais e pessoas de baixa renda poderão obter o seguro-saúde através da bolsa, com subsídios federais. Os planos oferecidos através da bolsa terão um mínimo de benefícios.