Rivalidade entre Obama e Hillary preocupa

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Líderes do partido acreditam que falta de definição está favorecendo republicano McCain

A preocupação no Partido Democrata por conta da briga pela candidatura nas eleições de novembro cresce ainda mais com a ameaça do desgaste da imagens dos pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama. O novo apelo por uma definição na legenda foi feito pela presidente democrata da Câmara de Representantes americana, Nancy Pelosi, que pediu por um “fim rápido” na disputa antes que ela favoreça ainda mais o virtual candidato republicano John McCain.

McCain aproveita a ruptura interna dos democratas para reforçar ainda mais sua imagem com atos públicos e manobras presidenciais, como sua recente visita ao Iraque. Diferente de outros companheiros, a veterana democrata não quis manifestar publicamente o seu apoio a nenhum dos aspirantes e assegurou que o mais importante agora é “deixar para trás um dos candidatos”.

 As palavras de Pelosi não são as únicas que manifestam a insegurança democrata. O presidente do partido, Howard Dean, fez anteriormente um pedido para que a luta política entre Hillary e Obama não se estendesse por muito tempo. Em declarações a uma emissora de TV, Dean pediu para que a disputa se resolvesse “entre março e abril”. Agora, ele aposta que o partido defina um candidato antes de junho, para evitar um confronto na convenção nacional do partido, em agosto.

 Aos poucos, o senador Barack Obama vai conquistando superdelegados e aumentando a pressão contra sua rival. Na segunda, Obama recebeu o apoio da senadora Amy Klobuchar, do Estado de Minnesota, que até então se havia mantido neutra na corrida. 
Segundo fontes, sete congressistas da Carolina do Norte vão anunciar apoio conjunto ao senador antes das primárias do Estado, marcadas para 6 de maio. Membros do partido dos estados de Indiana, Montana e Oregon, estariam dispostos a apoiar Obama. O movimento de fuga de superdelegados para a candidatura do senador vem se acentuando desde a Superterça, no dia 5 de fevereiro. Desde então o senador recebeu o apoio formal de 64 superdelegados, enquanto Hillary obteve apenas nove.