Santos é tricampeão da Libertadores

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Geração liderada por Neymar e Paulo Henrique Ganso provou que o clube vai muito além de Pelé

A comemoração do Santos pela conquista de uma Copa Libertadores da América, quase cinquenta anos depois do bicampeonato da equipe comandada por Pelé, só ficou empanada pela pancadaria generalizada dentro de campo envolvendo atletas das duas equipes logo depois do apito final.

Durante o tempo regulamentar, porém, o Santos confirmou o favoritismo e venceu a partida por 2 a 1 para sagrar-se campeão do torneio mais importante das Américas. Os gols aconteceram na segunda etapa. Neymar marcou em uma jogada que contou com lindo passe de letra de Ganso. Danilo completou a festa santista no Pacaembu. Durval, contra, fez o gol do Peñarol.

O feito consagra a atual geração dos Meninos da Vila, que já havia conquistado dois Paulistas e uma Copa do Brasil. O Santos voltou a faturar a Libertadores após 48 anos. As duas outras estrelas sobre o escudo santista foram obtidas na era Pelé. O ex-camisa 10, aliás, conferiu a decisão do camarote do Pacaembu.

De volta após mais de um mês ausente em virtude de uma grave lesão muscular, Ganso ditou o ritmo do time no primeiro tempo, mas tinha dificuldade para criar as jogadas. Quando Ganso encontrava um santista se infiltrando, os uruguaios paravam com falta. E sobraram oportunidades para Elano nas bolas paradas na primeira etapa. Na principal delas, Sosa fez ótima defesa, espalmando para escanteio.

No início do segundo tempo, Neymar fez o gol que mudou a cara do jogo. Logo com 1 minuto de jogo, Ganso encaixou lindo passe de letra para Arouca. O volante viu Neymar se aproximando. O camisa 11 chutou rasteiro, rente a trave. Gol do Santos!

Em jogada individual, Danilo fez o segundo do Santos. O lateral driblou o marcador, invadiu a área e chutou de esquerda. Do camarote, Pelé e o presidente do clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro comemoravam juntos.

O Peñarol descontou aos 34 min. Durval desviou erradamente cruzamento de Estoyanoff e fez contra. A partida ficou dramática. O Santos recuou. O time uruguaio abusou do chuveirinho, mas não conseguiu empatar. Outro que comemorou muito foi o técnico Muricy Ramalho, que havia tentado o título três vezes comandando o São Paulo e nunca havia conseguido por no peito a faixa de campeão da Copa Libertadores da América.