Santos vence primeira partida por um a zero e decide vaga para a final em Assunção

0
475

Talento de Neymar e cabeçada de Edu Dracena colocam o alvinegro praiano em boas condições de chegar à final da Copa Libertadores da América. Muricy Ramalho está em busca de título inédito

Não foi a goleada que a torcida santista esperava. Cada vez mais, o DNA ofensivo do Santos Futebol Clube vem sendo substituído pelo pragmatismo do técnico Muricy Ramalho, que não abdica de um forte esquema defensivo para as equipes treinadas por ele.

Ou seja, em vez do fulgor do jogo bonito mostrado no ano passado pela equipe montada e dirigida por Dorival Junior, o Santos vem caracterizando-se como um time determinado que não mede esforços para alcançar o objetivo. Nem que isto signifique armar um ferrolho defensivo e apenas especular vencer os jogos graças aos contra-ataques, sobretudo aqueles puxados por Neymar hoje, o craque mais badalado do futebol brasileiro.

E foi exatamente o garoto Neymar o autor da jogada que garantiu a vitória do Santos sobre a equipe paraguaia do Cerro Portenho na última quarta-feira no Estádio do Pacaembu lotado. O garoto arrancou em alta velocidade, passou com categoria por um punhado de adversários e cruzou na medida para a cabeçada certeira do zagueiro Edu Dracena, capitão da equipe.

Tanto Muricy como o Santos estão tentando fazer história. O treinador estve à frente do São Paulo na campanha do tricampeonato brasileiro, mas fracassou nas três tentativas de conquistar a ambicionada Copa Libertadores da América, ironicamente sendo derrotado por equipes brasileiras: em 2007, perdeu o título para o Internacional; em 2008, parou nas quartas-de-final, com o Fluminense tirando o tricolor paulista da competição, e em 2009 foi eliminado pelo Cruzeiro nas semifinais.

Essas constantes eliminações fizeram com que Muricy deixasse o São Paulo e se transferisse para o Palmeiras, onde não se saiu bem. Entretanto, assumiu o Fluminense e liderou a equipe do Rio de Janeiro na campanha pelo título. Um mau Campeonato Carioca e um começo claudicante na Libertadores 2011 fizeram com que ele deixasse o tricolor carioca e se transferisse para o alvinegro praiano.
Esse ano, ele e o Santos buscam o almejado título porque os santistas somente sentiram o gosto de serem campeões da Libertadores da América há quase 50 anos, ainda na época de Pelé.

Entretanto, para chegar à final é preciso primeiro eliminar o Cerro Portenho, tarefa nada fácil, programada para quarta-feira que vem no lendário Estádio Defensores del Chaco, contra a aguerrida agremiação paraguaia. Antes, porém, o Santos enfrenta o Botafogo, no sábado, no Engenhão. Muricy decidiu poupar seus principais atletas por causa da maratona de jogos. Acho importante preservar os titulares pela expectativa e pela grandeza da Libertadores. O Brasileiro tem vários jogos pela frente ainda e na Libertadores só restam três partidas para o título, afirmou o meia Elano.