Saúde: A nossa maior riqueza

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(Parte 1)

O nosso entendimento sobre saúde vem se ampliando consideravelmente nos últimos tempos. A simplória idéia de que saúde é a ausência de doença evoluiu para a constatação de que este estado de equilíbrio depende não apenas da condição do corpo físico, mas também dos tipos de pensamentos do indivíduo, do seu estilo de vida, da sua percepção do mundo, e de como administra as suas emoções.
Thomas Edison disse: “O médico do futuro não vai receitar remédios, mas sim despertar o interesse do seu paciente em fazer uma boa alimentação, em saber a causa e prevenção da doença e em se cuidar de uma forma integral.”

Há estudiosos que afirmam que um inofensivo mau humor já é sinal de falta de saúde, por se tratar de um caso clássico de indisposição do fígado. A verdade é que sem saúde não temos condições de usufruir das coisas boas da vida. O que adianta termos ótimas oportunidades de trabalho, um relacionamento maravilhoso, etc. e tal, se não nos sentimos bem?

Um dos povos mais sábios que já habitou este planeta, os índios ensinam que o ser humano é um somatório do seu corpo, das suas emoções, dos seus pensamentos e da sua conexão com a vida em si, ou seja, com tudo aquilo que o cerca. Todos estes elementos se alinham como se estivessem em um círculo. A saúde mora no centro deste círculo. Quando um ou mais destes elementos se desequilibram, a harmonia se quebra e, numa gradação maior ou menor, perdemos a saúde.

O ritmo acelerado que a modernidade nos impõe e a desenfreada luta pela sobrevivência fazem com que cultivemos hábitos cuja característica principal é a “gratificação instantânea”. Ninguém tem tempo para quase nada com qualidade. O tempo urge e nos cobra um preço alto, altíssimo: a nossa valiosa saúde!

Quem tem tempo hoje em dia, por exemplo, para fazer comida fresquinha todos os dias? Um verdadeiro arsenal de “refeições congeladas”, convenientemente aquecidas em perigosos forninhos de microondas, são as estrelas de um triste cenário onde as pessoas estão cada vez mais mal-nutridas e com sintomas de “doenças misteriosas”.

Quem consegue hoje em dia parar seja lá o que estiver fazendo para se concentrar na refeição que tem à sua frente? A hora das refeições é um momento sagrado, no qual dependendo da forma como os alimentos são digeridos, vai determinar como nos sentimos durante o resto do dia. Mas não há tempo para o essencial… para alguns deve soar utópico, romântico ou até mesmo engraçado, pois vivemos numa época onde os valores são invertidos.

Quem reserva hoje em dia um tempinho que for para dar uma caminhada ao ar livre, ver o pôr-do-sol ou simplesmente prestar atenção na sua própria respiração? Tempo, tempo, tempo, tempo. O tempo virou artigo de luxo. Estamos todos muito ocupados, ofegantes, “correndo atrás”, empenhados nas conquistas nossas de cada dia. Não podemos esquecer, porém, que nas nossas batalhas diárias, a nossa maior aliada é a saúde. Sem ela não chegamos a lugar algum.

Quando se fala de saúde, a primeira coisa a considerar é qualidade de vida. A qualidade de vida é um investimento como outro qualquer. O bom investidor é aquele que é ponderado, que de pouquinho em pouquinho vai construindo um atrimônio sólido e substancial. A mesma coisa acontece quando nos empenhamos em construir um padrão de vida com qualidade. Como nos bons investimentos, os resultados efetivos e duradouros vêm a longo prazo, com determinação e consistência. É trabalho de formiguinha: um novo hábito saudável por vez! Um dia de cada vez!

Maria Fernanda de Almeida Silva é consutora linguística do Discovery Channel em Miami e mantém o blog www.mfernanda.wordpress.com