Sean Goldman deve voltar para os EUA

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Ministério Público Federal emitiu recomendação para que garoto seja devolvido ao pai biológico

O caso da guarda do garoto Sean Goldman, que se arrasta há cinco anos, está próximo de seu final. No Brasil, um parecer do Ministério Público Federal recomendou que o menino, de 9 anos, seja devolvido ao pai biológico, o americano David Goldman, de New Jersey.
A disputa na Justiça pela guarda da criança começou em 2004, quando a mãe de Sean – a carioca Bruna Bianchi Carneiro Ribeiro – trouxe o filho para o Brasil e não retornou mais para os Estados Unidos. No ano passado, a brasileira morreu, mas o padrasto, o influente advogado João Paulo Lins e Silva segue lutando pela custódia do enteado.

A recomendação do MPF foi baseada em um relatório produzido a partir de uma avaliação psicológica feita com o garoto por três peritas e por uma assistente da União, a pedido da Justiça Federal. Na ocasião, ele disse que prefere ficar no Brasil a voltar para os Estados Unidos, mas os especialistas argumentam que Sean tem condições de se adaptar aos Estados Unidos.

“É um absurdo, um contrasenso, pois ele disse claramente, e em sete oportunidades, que quer ficar no Brasil”, lamentou o advogado da família Lins e Silva, Sérgio Tostes, usando como argumentoas “razões socioafetivas” no caso. Do lado de Goldman, os advogados se limitaram a dizer que a permanência do garoto no Brasil viola uma convenção internacional ao negar o direito de guarda do pai biológico.

O assunto já foi tema até de reuniões entre funcionários de primeiro escalão dos dois governos. Recentemente, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, cobrou do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, uma solução para o caso. O retorno de Sean aos Estados Unidos deve acontecer nas próximas semanas.