Segurança na fronteira é empecilho para reforma

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Projeto de lei pode morrer no plenário do Congresso por falta de apoio dos parlamentares republicanos

Segurança na fronteira é empecilho para reforma
Deputado John Carter (R-TX)       Deputada Candice Miller (R-MI)    Janet Napolitano, secretária do DHS

Embora muita gente em Washington esteja saudando os recentes progressos feitos num projeto de lei que legalizaria 11 milhões de imigrantes indocumentados, os desacordos em relação ao grau de segurança na fronteira podem ameaçar o final feliz.

Parlamentares concordam que a fronteira deve estar segura, mas a próxima batalha é como fazer isto, e em quanto tempo. Se não se chegar a um comum acordo, isto pode gerar desconfianças que anulariam o compromisso de se fazer a mais abrangente reforma imigratória dos EUA em um quarto de século.

“Eu não votarei pela via rápida do presidente e não votarei pela via lenta dos senadores”, comentou o deputado republicano John Carter, do Texas, membro do grupo bipartidário da Câmara Federal que está formatando um plano imigratório. “Acho que há uma maneira melhor de se fazer isto”, disse.

A via rápida proposta pelo presidente Barack Obama é que os imigrantes ilegais precisam de um caminho para se atingir o status legal agora e não devem esperar até que a fronteira esteja completamente segura. No Senado, um grupo bipartidário de senadores o Grupo dos Oitoestá tentando incluir uma disposição no projeto de lei que poderia quantificar e estabelecer um nível de segurança na fronteira que deve ser alcançado antes que os imigrantes ilegais possam solicitar a residência legal e a cidadania americana.

Apesar de muitos congressistas republicanos entender a realidade política de que o partido precisa para refazer sua imagem com os latinos depois das eleições de 2012, a mortalha da última grande lei de imigração ainda paira sobre as negociações de hoje. Aquele projeto de lei, assinado pelo presidente Reagan, foi vendido como uma solução para imigração ilegal e uma maneira de tornar a fronteira segura. A cidadania veio; a fronteira segura não. Milhões de pessoas do México e de outras partes da América Latina continuaram a entrar ilegalmente pela fronteira sul, e outros que entraram no país legalmente continuaram nos EUA depois de o visto ter expirado.